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Cerca de 90% dos animais silvestres morrem logo depois de retirados de seu habitat, conforme dados do . O órgão faz campanha nas rodovias que ligam Brasília à Região Nordeste para orientar a população sobre a importância de se manter o animal na natureza e coibir o tráfico e comércio ilegal no país.

‘Estamos fazendo a campanha para mostrar que não é interessante comprar animal em viagens e mantê-lo em casa sem autorização. Isso é ambiental’, diz o chefe de fiscalização do Ibama do Distrito Federal, Hugo Brito.

Segundo o técnico, os animais que aparentam comportamento amigável são os preferidos no momento da compra. Micos, papagaios, araras, peixes ornamentais estão entre as principais espécies vendidas ilegalmente.

Entretanto, ele explicou que o animal é embriagado para parecer manso. ‘A pessoa que está comprando é praticamente cúmplice de um crime ambiental. Os danos que isso traz ao ambiente são muito grandes’, afirmou.

Quem for pego com animais silvestres pode receber no valor de R$ 500 por item apreendido. No caso de animais silvestres que constam na lista de , a multa sobe para R$ 5 mil.

Brito informou que não é apenas a compra do animal que configura crime ambiental. Adquirir parte dele, como de caça ou simplesmente uma pena que enfeita um brinco, também são exemplo do delito. ‘As penas que o pássaro soltam não são viçosas e bonitas para o artesanato. Essa pena ou foi arrancada de um exemplar vivo ou esse animal foi abatido para que essas penas fossem retiradas.’

Brito apontou outra preocupação conseqüente do comércio e tráfico ilegal de animais silvestres: as doenças que podem surgir a partir de microorganismos presentes no animal, sendo que muitas delas ainda não foram catalogadas. Como exemplo, citou o vírus da , que há seis ainda não havia sido diagnosticado em áreas urbanas.

Durante os dias de divulgação da campanha ‘Viagem é o Bicho. Mas sem Bicho’, o agente do Ibama informou que o trabalho será apenas de educação, mas que, passado esse período, serão feitos monitoramentos com aplicação de multas. ‘Depois de passarmos o conhecimento para o pessoal, a gente tem a obrigação de fazer a autuação daqueles que insistem em comprar e manter o animal em casa.’

Com informações da Agência Brasil
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