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Assim como a gente, os animais precisam de , , e . E não são apenas gatos, cachorros e peixes.

Em locais onde há suficiente, dá para criar cavalos, pôneis, entre outros bichos comuns da fazenda. Seja qual for seu companheiro de estimação, o importante é proporcionar as necessidades básicas: , boa , acomodação e .

Para ensinar sobre a importância de cuidar do bichinho, o Catavento Cultural e Educacional realizou grupo de palestras sobre o tema e proporcionou o contato com várias . Entre os visitantes, estava Bruna Gabriela de Souza Antunes, 11 anos, de Mauá, que tem sete passarinhos em casa e ficou encantada com a minifazenda do Catavento. “Gostei de todos os animais: da ovelha, do minipônei e da minivaca”, afirma a garota, que prestou atenção aos . “Devemos cuidar bem da alimentação e da casa da vaca, pois ela produz nosso leite.”

Renan de Araújo Xavier, 11, curtiu o show de adestramento de cães. “Foi legal ver que eles aprendem a fazer todo o percurso. Parecia que estavam gostando. Até deu vontade de ter um cachorro.”

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O público também aprendeu que existe dieta específica para cada espécie. Alguns animais têm restrições alimentares. Além disso, cada raça e idade têm ração adequada.

Ana Lívia de Souza Salvador Rocha, 6, aprendeu que o bichinho também precisa de atenção. “Brincar com os animais faz bem à saúde deles e à nossa.”

Só precisa lembrar que ter um bichinho em casa dá trabalho. Antes de adotá-lo, confira tudo que é necessário para proporcionar um lar saudável. Se morar em apartamento pequeno, por exemplo, não dá para cuidar de um cão muito grande. No entanto, um aquário pode ser boa opção.

Lembre que o dono também tem responsabilidades ao passear com o animal. “Devemos levar três saquinhos para limpar as fezes e nunca esquecer de sair com a coleira”, lembra Joel de Oliveira Prates, 10.

Animais ajudam em de saúde
Ter um pet em casa nos proporciona melhor qualidade de vida, segundo pesquisa da Associação de Psicologia dos Estados Unidos. Entre os benefícios estão a melhora da autoestima (gostar de si mesmo), menor preocupação no dia a dia e tranquilidade.

Em geral, quando o dono está triste, o animal faz com que ele se sinta melhor por meio de sua presença ou, até mesmo, de brincadeiras. Os bichinhos são usados, inclusive, para tratamentos terapêuticos.

A hipoterapia, por exemplo, é um método que utiliza cavalos para ajudar no desenvolvimento psicológico. Já a asinoterapia usa o contato com o burro para corrigir danos sensoriais, motores, cognitivos, afetivos e comportamentais.

Esse tipo de terapia é muito usado na infância, em pessoas com necessidades especiais, como deficientes físicos, no acompanhamento de crianças com paralisia cerebral, autismo e síndrome de Down.

Além disso, os bichinhos podem servir de companhia para pessoas que se sentem sozinhas. Os gatos, por exemplo, ajudam pessoas depressivas especialmente por meio do toque. Enquanto os cães podem servir de auxílio para o tratamento de crianças e jovens com transtornos psicomotores e de humor. Também são usados para reduzir os níveis de ansiedade em pacientes hospitalizados.

Bichinhos abandonados precisam de cuidados especiais
animais é crime ambiental. Mesmo assim, ainda é muito comum encontrar bichinhos que foram deixados nas ruas por seus donos. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, levar o pet para casa não é o melhor a fazer nessa situação.

O ideal é procurar um veterinário próximo, mesmo que o bichinho aparente não estar doente. Pode ser que ele esteja desnutrido ou com feridas pelo corpo. Esses problemas de saúde são comuns em animais que vivem na rua.

Apesar de muitos aparentarem ser dóceis, é importante tomar cuidado ao se aproximar. Ele pode ficar assustado com sua tentativa de o controlar e corre o risco de morder ou tentar escapar.

Se descobrir casos de maus-tratos, denuncie pelo telefone 181. Também é possível fazer reclamações por falta de higiene do dono com a Vigilância Sanitária pelo número 156. Esse tipo de atitude pode salvar a vida de muitos animais.

Principais cuidados
– Fazer carinhos positivos, como escovar os pelos, ajuda a manter o animal saudável. Conversar com ele também é prática importante. Tem de conhecer a natureza da espécie e entender que cada animal tem um jeito. Muitas vezes a agitação é uma característica dele.

– O animal precisa ficar em ambiente confortável que o proteja de vento, chuva e calor. Tem de verificar se está fora do alcance de possíveis problemas de saúde, como pulgas e carrapatos. Também é preciso adequar o espaço ao seu tamanho.

– Verifique sempre os recipientes de água e comida e não esqueça de limpá-los diariamente. Procure um nutricionista animal para saber qual é a alimentação adequada para a espécie e evite comidas gordurosas.

– O bichinho precisa ir ao veterinário pelo menos uma vez ao mês. Incentive a prática de atividades físicas, como brincadeiras com bolinhas, e leve-o para passear com frequência.

Saiba mais
Escovar cães, gatos e cavalos meia hora por dia faz bem ao animal. O contato libera a sensação de tranquilidade e melhora o humor.

Dar o mesmo alimento que comemos ao bichinho pode prejudicar sua saúde, pois possui muita gordura e sal, que podem causar danos ao organismo do pet.

Consultoria de Lívia Magalhães, zootecnista do Catavento Cultural e Educacional.

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