Laudos confirmam maus-tratos a animais retirados de pet shop

Após a realização de e avaliações clínicas, técnicos assinados por quatro médicos veterinários confirmaram as condições de sofridas pelos animais que foram retirados de um , localizado em uma galeria de lojas dentro de um hipermercado no Jardim Santa Rosália, em (SP). Os animais foram resgatados pela Militar Ambiental, na última sexta-feira (10), sob suspeita de estarem no local há alguns dias. A ação contou também com representantes de Organizações Não-Governamentais (ONGs) de defesa aos animais.

Em todos os 47 animais de estimação, sendo sete cães, três gatos, dois coelhos, dois peixes, nove aves e 24 roedores, foram apontados indícios de maus-tratos. O espaço em que eles estavam expostos foi considerado inadequado em termos de tamanho e ventilação, segundo os laudos.

Ainda conforme os documentos, a maioria dos animais apresentava sinais de diarreia e ectoparasitas, como pulgas e carrapatos. Um dos cães sofreu picadas de insetos, enquanto outro estava fraco, apático e reagindo a poucos estímulos.

O pet shop estava sob ordem de despejo por falta de pagamento de aluguel. “Eles estavam sem água e ração, sem falar do estresse térmico em função do calor”, lembra o veterinário da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB Sorocaba, Murilo Melo Juste Dini, um dos autores dos documentos.

Além de Murilo, os animais também foram avaliados pelos especialistas Antônio Prieto Neto, Carolina Pellizzer e Fabian Lilli. A última foi procurada por ser especialista em animais silvestres. Como a Polícia Ambiental não possui veterinários e nem pode indicar profissionais particulares, os especialistas se dispuseram a atender os animais gratuitamente.

As análises dos especialistas foram incluídas no boletim de ocorrência ambiental, registrado no último fim de semana. Uma vez detectado o de maus-tratos, o proprietário do pet shop terá que pagar uma de R$ 24,5 mil, sendo R$ 1 mil pela infração prevista no Código Florestal e R$ 500 por cada um dos animais que estavam no estabelecimento. O dono ainda vai responder criminalmente pelo caso, na comum.

Todos os animais foram encaminhados para a Associação Adote Sorocaba por medidas de precaucação e ficarão sob os cuidados da ONG até o término do inquérito policial e do possível processo criminal. Apesar da alta procura, os animais não estão disponíveis para até determinação judicial, sem previsão de conclusão.

A empresa tem até 20 dias para recorrer da decisão mas, segundo a Polícia Ambiental, ninguém se manifestou. O proprietário do pet shop procurou a Adote Sorocaba na última sexta-feira à noite e no sábado (11), pela manhã, na tentativa de recuperar os animais e devolvê-los às pessoas de quem os comprou.

Imagens:
Fonte: G1

Comentários