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por imagem de última geração, fluidoterapia, , neurocirurgias, dietas balanceadas. Não, estes nada têm a ver com humanos. Pelo contrário, são parte do de saúde oferecido a cães e gatos, em Arapongas.

Chamados de animais de companhia, esses bichinhos têm suas tratadas com apoio em , exames laboratoriais e intervenções cirúrgicas de ponta no da do Norte do (Unopar).

“Realizamos todos os tipos de . Por isso, a maioria dos casos complexos envolvendo animais da cidade e região são trazidos para nossa unidade”, afirma o diretor do hospital, Flávio Antônio Barca Júnior.

Segundo ele, é comum receber principalmente cachorros cujas enfermidades foram diagnosticadas em clínicas particulares. “Os donos os levam para análise de um profissional e depois os encaminham para as cirurgias no hospital veterinário, que tem uma estrutura maior”, reforça. Cerca de 40 animais de pequeno porte são atendidos no local por semana.

Os e os casos de câncer lideram as causas de cirurgias envolvendo cães e gatos, revela o veterinário responsável pelo centro cirúrgico do hospital da Unopar, Bernardo Kemper. “Os traumas são mais comuns com gatos, devido a quedas, como de . Então, costumamos fazer muitas cirurgias ortopédicas, além das de castração. Já com os cachorros, a retirada de é maior, como nas mamas, em cadelas”, comenta.

Além das mastectomias, cirurgias de compressão medular, isto é, de hérnia de disco, também são comuns na unidade. A coordenação do hospital estima que cerca de 12 procedimentos cirúrgicos, envolvendo ainda outras especialidades, sejam feitos semanalmente.

Nesta semana, por exemplo, o rotweiller “Thor”, da 3ª Companhia da Militar, de Arapongas, foi assistido no local. Aos sete anos, o cão de choque, patrulhamento e “show dog” precisou retirar uma massa da extremidade um dos membros. Anestesiado, o animal também foi submetido a uma de tártaro nos dentes.

“Vimos que uma bolinha surgiu no cotovelo dele e o trouxemos ao hospital para ver se o caso era benigno ou não. Foi preciso fazer a retirada”, conta o cabo da Polícia Militar, Paulo José dos Santos.

O hospital também oferece espaço para a internação de pelo menos 12 cães e gatos de uma só vez.

Outro animal que foi operado pela equipe é Barquinha, um cachorro sem raça definida e sem dono tampouco que foi atropelado e atendido emergencialmente pelos profissionais. Curado, ele permaneceu como o mascote do hospital.

pet
Mas não é apenas em relação ao bisturi que o Hospital Veterinário da Unopar centraliza . A unidade, de acordo com a veterinária Sílvia Manduca Trappe, também desenvolve estudos sobre um mal que deixou de atingir apenas humanos – a obesidade. “O excesso de já é uma constante entre gatos e cachorros. Estes casos são como uma repetição dos hábitos de seus donos”, diz.

Ela avalia que deixar os animais sozinhos durante o dia todo, sem atividades físicas, contribui para o aparecimento destes quadros. “Além das raças com pré-disposição para a obesidade, o ganho extra de peso tende a ocorrer quando o animal tem acesso a tudo o que o dono come e não somente ao que ele deveria comer”, completa.

A saída nestes casos, segundo Sílvia, é o estabelecimento de dietas específicas para a raça, tamanho e idade de cada animal. “Pode ser necessário ainda modificar o manejo utilizado até então”. A obesidade em animais de companhia já representa 30% dos casos atendidos pelo hospital veterinário. (A.L.)

e de pele
Entre os gatos, as infecções urinárias são as doenças mais comuns, conta a veterinária Sílvia Manduca Trappe, da área clínica do Hospital Veterinário da Unopar. “Quando isso acontece o tratamento, na maioria dos casos, implica em um procedimento quase cirúrgico, que é a desobstrução”, diz.

Já entre os cães, as doenças de pele estão no topo das enfermidades veterinárias. “São distúrbios dermatológicos, que podem ser causados por bactérias, fungos ou alergias. Em 90% destes casos conseguimos tratar os animais com medicamentos”, aponta Sílvia.

Ela analisa, entretanto, que estas doenças podem ser provocadas ainda por outros fatores, como a “ansiedade por separação”. “O animal, quando fica muito sozinho, pode desenvolver outros problemas e precisar até de medicamentos ansiolíticos, antidepressivos ou homeopáticos para evitar que extravase essa ansiedade na própria pele, com mordiscos que podem arrancar o pelo”.

Posse consciente
Além de oferecer todo o aparato técnico, com apoio de profissionais e estudantes de veterinária, o Hospital Veterinário da Unopar desenvolve um projeto que visa conscientizar as pessoas sobre a adoção consciente de cães e gatos. A iniciativa consiste em visitas a escolas e recepções a estudantes de todas as séries.

Objetivo, segundo veterinária Sílvia Manduca Trappe, é chamar a atenção para a responsabilidade de ter um animal em casa. “É preciso dar atenção, carinho, alimentação adequada, lembrando que um cachorro pode viver por mais de 20 anos, assim como os gatos. Eles são seres vivos que têm emoções e dores, por isso merecem respeito”, sustenta.

O diretor do hospital veterinário, Flávio Antônio Barca Júnior, também avalia que é importante que, ao resolver adotar um animal de estimação, as pessoas tenham em mente o custo desta empreitada. “É como um projeto de vida”, observa. (A.L.)

Fonte: TN Online
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  1. Fabi
    08/08/2011 at 18:43 —

    Mas que incrível qualidade encontrei nos posts muito bem elaborados desse blog. Sem firulas, você foi certo ao ponto e respondeu todas minhas dúvidas sobre esse tópicos. Já guardei nos favoritos seu blog e irei acompanhá-lo daqui pra frente.