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“Não existe bicho , existe dono ”.

A frase categórica – e que pode gerar com quem tem animal de estimação – é da veterinária Fabiana Reis, da clínica Bicho Vivo BH. Para ela, o mau animal não é deles, mas deriva de um manejo equivocado por parte de seus donos, e a principal razão para isso é a à humanização dos bichos.

Humanizar um animal de estimação é, de uma forma geral, usar a psicologia humana ao lidar com ele. Atitudes que exemplificam isso são: manter o animal muito tempo no colo, dar mais carinho do que e deixar o animal dominar o espaço da casa.

A economista Paula Rossi, 35, faz tudo isso e muito mais. Memel, sua shih-tsu de um ano, não pisa no chão da rua, só sai para de carro ou na bolsa canguru, tem uma cama em cada cômodo da casa, usa roupas, come papinha de bebê e nunca leva uma bronca. “Eu prefiro conversar. Comprei um tapetinho de EVA e coloquei em um canto do corredor. Quando ela faz alguma coisa de errado, eu sento ela no tapetinho e explico em que ela errou – como faria com uma criança”, conta Paula. E ela jura que Memel entende. “Pelo olhar dela, eu sei que ela entendeu o que fez de errado”, garante a dona.

Para socializar e gastar energia, Memel vai à creche para cães Maternau cinco vezes por semana. “Assim, ela não fica sozinha e convive com outros cães para não perder o referencial de como é ser cachorrinho”, diz Paula.


Tanto zelo pode, na verdade, trazer mais mal do que bem para a mascote. “A cabeça do animal é diferente da nossa. Para um cão, por exemplo, a submissão não é algo ruim. Ele gosta de seguir alguém, de obedecer, de ter disciplina. Muita gente peca nisto: dá (carinho) demais e acaba confundindo o animal”, explica a veterinária.

O excesso de carinho – sem proporcionar atividade física e disciplina – pode gerar problemas sérios. “Alguns cães têm distúrbios de comportamento por causa disso. Alguns desenvolvem estresse, depressão e, às vezes, começam a se coçar, se automutilam”, alerta Rubens Antônio Carneiro, professor de clínica veterinária da UFMG.

Outro lado. A prova de que disciplina e limites não fazem mal é o buldogue francês Boris, 3, da advogada Paula Farrer, 32. “Moramos em , e ele tem limites: suas coisas ficam no lugar dele, ele só come ração e faz as necessidades no lugar certo. Levamos para passear duas vezes ao dia, e ele corre, brinca. Se suja. Volta para casa um porquinho”, brinca. A recompensa vem ao ver Boris feliz, dócil e tranquilo. “Ele parece bem feliz”, conclui.

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