“Reféns” dos pets, donos precisam moer ração e até abrir torneira para gato

Autor: Paula Maciulevicius |Fonte

O deles se aproxima ao de uma criança. Criados em , cães e gatos cresceram com que, atendidas pelos donos, transformaram a rotina de uma casa.

Bolota é o que só dorme debaixo da cama dos ‘pais’. Até aí tudo bem, se não fosse pelo fato de exigir uma caminhada diária às 22h30 e que o quarto permaneça com a porta aberta durante toda a madrugada.

“Senão, ninguém tem paz”, afirma a dona do cão, a funcionária pública Poliana Cardoso Portela, de 30 anos. O cachorro chegou à família com um mês e já está na rotina da vida dela e do marido, Carlos Eduardo Gimenes Nunes, de 29 anos, há um ano e meio.

“Ele não gosta de porta fechada, desde quando chegou, só dorme de porta aberta e debaixo da nossa cama. Tem que deixar ele subir na cama também, 10 minutos antes de dormir”, detalha a dona.

Dado de presente pela cunhada, o cachorro não era muito bem-vindo pelo marido de Poliana. “Ele não queria, ficou até bravo comigo, mas ela trouxe ele enrolado numa fita azul. Naquele mesmo dia, ele já estava no sofá debaixo do braço do meu marido, ele ficou com dó de deixar ele no chão”, conta.

Depois de ganhar o espaço, Bolota parece que se apropriou de vez da área. Além das exigências para dormir, bate à porta, pontualmente às 22h30 para a caminhada, como um reloginho. “A gente anda na redondeza mesmo, qualquer voltinha satisfaz, mas é a hora que ele pede. Se não sai, ele chora”, diz Poliana. Mesmo na preguiça, o marido sai com ele para a tal voltinha que só pode ser feita neste horário.

Considerado pelos donos, como “difícil” para comer, Bolota tem até ração moída no mixer e quando o casal toma tereré, ele ganha uma pedra de gelo.

As manias do cão foram colocadas pelos próprios donos. Poliana tem consciência de que se tornou ‘refém’ dos costumes do lhasa. “A gente que coloca, tinha que ter ensinado, mas agora… Acho que é assim porque não tenho filho ainda, então ele é nosso filho”, analisada. Quem chega à casa já sabe como as coisas funcionam. “A gente que cria, o cachorro ele quer tudo e a gente vai cedendo”, explica.

No apartamento da oficial de Justiça Dercyr Gonzales, os dois gatos só bebem água se for direto da torneira. Frajola é quem veio com esta mania e chegou ao lar dos Gonzales depois de ser deixado pela antiga dona, justamente porque gostava das pias.

“Ela não gostava dele porque ele era de pedir carinho e por beber água na torneira, por esse motivo eu me apaixonei por ele”, conta.

Para exemplificar a preferência dos bichanos Frajola e Pimpolha, de 2 anos, Dercyr relata: “eu vou escovar os dentes e forma fila no banheiro. Ele deixa primeiro a Pimpolha tomar e depois ele vai. Se eu estou lavando louça também, eles pulam na torneira”.

Quando ninguém está em casa, ou durante a madrugada, a fonte da casa faz as vezes de pia. Essas de pedra que ficam jorrando água quebram o galho quando não tem ninguém que abra as torneiras.

“Ela fica até acesa à noite. Tem gente que acha bonito, quem não gosta, se não gosta, fica quieto”, finaliza.

Imagens: Ilustração/Divulgação/Reprodução/Internet

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