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Por décadas, o germe MRSA, resistente a medicamentos, era causa de preocupação quase exclusivamente para os seres humanos e se difundia primordialmente em e outras instituições de .

Mas nos últimos anos, o germe vem se tornando problema cada vez mais sério para os e o número de infecções que causa em , , , , e está em alta.

Isso, dizem os em , está se tornando um risco para os seres humanos que são donos desses animais ou passam o tempo em contato com eles. “O que aconteceu pela primeira vez, ao menos em nossa percepção, é que surgiu um ciclo reverso de de um lado a outro”, diz Scott Shaw, diretor do comitê de controle de infecções da Escola Cummings de , na Tufts.

Não se sabe com que frequência animais desempenham um papel no contágio de seres humanos pelo vírus Staphylococcus aureus, resistente à meticilina, e vice-versa; médicos e veterinários não costumam determinar a origem dessas infecções. Mas quando esse trabalho de investigação científica é conduzido, no entanto, em geral em casos que envolvam infecções múltiplas ou recorrentes, os resultados oferecem um forte vínculo.

vinculo

Em 2008, por exemplo, um de e 20 de seus tratadores no de San Diego contraíram infecções de pele por MRSA. Uma investigação pelos dirigentes do e pelas autoridades estaduais de saúde determinou que o , que terminou , havia sido involuntariamente contaminado por um tratador que portava a bactéria, mas não sabia disso. O caso foi reportado em estudo publicado pela revista Morbidity and Mortality Weekly Report.

Mas os especialistas ainda não estão recomendando testes de rotina quanto à doença para os animais caseiros e os seres humanos. Em lugar disso, apelam pelo mesmo tipo de precaução adotada com relação a outros patógenos, especialmente a lavagem ou sanitização frequente das mãos antes e depois de brincar com um animal.

Os primeiros casos de MRSA em animais, registrados cinco anos atrás, pareciam afetar cães de terapia e outros animais expostos a pacientes ou profissionais de saúde. Essa categoria de animais ainda é vista como em risco acentuado, mas o padrão pode estar mudando.

Em estudo publicado semanas atrás pela revista American Journal of Infection Control, Elizabeth Scott e seus colegas no Centro de Hiegiene e Saúde no Lar e Comunidade, do Simmons College, em Boston, conduziram exames em superfícies domésticas tais como ralos de pia e banheiro, controles de torneira, vasos sanitários, cadeirinhas de bebê, latas de lixo e esponjas de cozinha, em 35 endereços selecionados aleatoriamente, para determinar que germes seriam encontrados. E eles localizaram o MRSA em quase metade das casas da amostra.

Quando tentaram determinar o que tornaria mais provável a presença doméstica dessa bactéria, descartaram diversos supostos fatores de risco, entre os quais, o exercício em academias de ginástica, ter filhos que usam creches, casos recentes de infecção ou uso de antibiótico, e até mesmo trabalhar em um centro de saúde.

A única variável que previa com probabilidade esmagadora a presença de MRSA em uma casa era a presença de um gato. Os proprietários de gatos tinham oito vezes mais probabilidade de ter germes de MRSA em casa. “Há diversos estudos que estão saindo no momento e demonstram que os animais de estimação apanham o MRSA de nós”, diz Scott, “e depois o retornam ao meio ambiente”. O próximo estudo de Scott avaliará pacientes que têm cirurgias eletivas marcadas. Nos casos em que identificar MRSA, ela estudará também os animais dessas pessoas, a fim de determinar se a transmissão entre esses grupos é comum ou não.

“Estamos em meio a uma epidemia cada vez mais intensa”, disse o Dr. Richard Oehler, especialista em doenças infecciosas na escola de medicina da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa, que revisou relatórios de casos de transmissão de MRSA entre pessoas e animais. O estudo de Oehler foi publicado em julho pela revista Lancet.

Oehler narrou o caso de um homem diabético que sofria de infecção recorrente na pele por MRSA; a origem terminou por ser traçada ao seu cachorro, um dálmata que portava a bactéria mas não estava doente. “O cachorro dormia na cama das pessoas da casa e as lambia no rosto”, disse o Dr. Farrin Manian, diretor de doenças infecciosas no Centro Médico St. John¿s Mercy, em St. Louis.

Manian acredita que o cachorro tenha sido infectado pelo dono, inicialmente, mas que mais tarde se tenha tornado um repositório da bactéria, causando a reinfecção do proprietário. “Só depois de tratarmos toda a família e o animal conseguimos nos livrar de todas as infecções”, disse Manian.

J. Scott Weese, clínico veterinário e microbiologista da Universidade de Guelph, no Canadá, acredita que a transmissão de MRSA entre animais e humanos seja relativamente rara, mas os animais podem ser um risco considerável porque seu relacionamento com os seres humanos é próximo. “Se você pensar naqueles com quem se relaciona de mais perto em termos de duração, intensidade e intimidade, para a maioria dos seres humanos estaremos falando de cônjuges, filhos pequenos e animais de estimação”, afirma Weese. “E para algumas pessoas, os animais estão em primeiro lugar nessa lista”.

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  1. É bom que se faça muita pesquisa sobre esse assunto, mas acho isso tão controverso. E o bem estar que o animal promove nas pessoas aumentando com isso o sistema imunológico? Isso não é considerado? Precisamos refletir. Um abraço. Drauzio Milagres.