0
Shares
Pinterest Google+

cerebrais, , e são as principais causas do . Se o dono souber como proceder, ele ajuda a diminuir consideravelmente as chances de o cão se machucar ou ficar com

Muitos donos nem imaginam, mas os cães também podem apresentar de . Associada às doenças no , como inflamações, infecções ou tumores que se desenvolvem neste local, a principal característica da são as contrações musculares involuntárias de todo o corpo e de todos os grupos musculares, mas também pode se manifestar com a perda de ou, até mesmo, estranhos.

“É normal os tutores notarem atitudes alteradas do animal em relação ao ambiente, por exemplo, ele aparentar não estar prestando atenção ao local e nem respondendo aos estímulos ambientais ao mesmo tempo em que apresenta contrações musculares bem evidentes”, explica Luis Augusto Sansoni, médico veterinário neurologista do Hospital Veterinário Pet Care. Segundo o especialista, as crises de convulsão também podem ser idiopáticas, conhecidas como epilepsia primária, ou ainda consequência de intoxicações, traumas ou hipoglicemia grave.

Tipos de convulsões

Existem vários tipos de convulsões e as mais comuns são as tônico-clônicas ou generalizadas, e as focais, que geralmente envolvem os músculos da mastigação. “Ocasionalmente, ocorrem as crises atônicas, em que o animal simplesmente perde a consciência e a força muscular por um curto período de tempo”, afirma o especialista. Crises psicomotoras e psicóticas, onde há apenas uma alteração de comportamento, também podem ser observadas pelos tutores. Dentro das crises convulsivas generalizadas, o animal pode defecar urinar, e até mesmo chorar e gritar.

Algumas raças têm maior predisposição a apresentar epilepsia idiopática, principalmente pelo fato de existir uma certa hereditariedade na doença, como o Beagle e o Setter Irlandês. Outros animais tem maior predisposição às doenças inflamatórias do encéfalo, que também levam à crises de convulsão, dentre eles o Yorkshire, Maltês e Lhasa Apso. Raças como Boxer e Golden Retriever possuem mais predisposição ao desenvolvimento de cerebral.

Primeiros socorros

A maioria das crises convulsivas não passa de 2 minutos, mas são as 24 horas após o primeiro episódio as mais críticas. Por isso, o animal deve ser levado ao médico veterinário imediatamente para evitar que uma segunda crise aconteça. “É importante que os tutores esperem a convulsão cessar dentro desses dois minutos, para que não haja nenhum tipo de trauma para eles ou para o pet durante a locomoção,” explica.

Em situações como esta, os donos devem manter o animal deitado de lado, preferencialmente em um local acolchoado, evitando beiradas e locais altos. Além disso, nunca deve-se colocar a mão ou objetos dentro da boca do pet, pois existe o risco de acontecerem graves acidentes para ambos.

Tratamento e consequências

A convulsão é sempre uma manifestação clínica, e por trás dessa manifestação existe uma causa que precisa ser investigada, muitas vezes através de exames laboratoriais e também de imagens para se chegar a um possível diagnóstico e instituir um tratamento mais adequado.

Em muitos casos, são indicados medicamentos de uso contínuo, que dificultam o disparo dos neurônios, tornando mais difícil a ocorrência de uma crise. Essas medicações apresentam doses individuais e os animais devem passar por reavaliações periódicas com um veterinário neurologista, a fim de evitar a subdose ou overdose de medicação.

O tratamento também pode ser feito por meio de medicamentos específicos intravenosos (benzodiazepínicos). Em casos mais graves, o paciente precisa ficar internado em unidade de terapia intensiva em coma induzido, a fim de cessar a atividade elétrica cerebral.

Uma crise convulsiva pode deixar o animal desorientado imediatamente após o seu término e, em alguns casos, ele pode permanecer com alterações de comportamento como apatia, apetite depravado, sede em excesso, andar compulsivo e agressividade. “Em crises generalizadas e longas, a contração muscular constante pode causar fadiga muscular no animal e, consequentemente, parada respiratória, levando-o à morte. Nos casos mais graves, pode causar também a morte cerebral,” conclui.

Sobre o Hospital Veterinário Pet Care

Fundado em 1991, o Hospital Veterinário Pet Care oferece a mais completa estrutura de atendimento clínico, cirúrgico e diagnóstico para pequenos animais. Seu corpo clínico é constituído por mais de 80 veterinários e especialistas altamente qualificados, com formação nas melhores escolas de Medicina Veterinária.

Com atendimento 24 horas para casos emergenciais, o hospital atende a diversas especialidades (entre elas cardiologia, neurologia, ortopedia, endocrinologia e dermatologia) e conta com equipamentos de diagnósticos de última geração, plano de saúde próprio (com direito a tratamento periodontal), salas de internação e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Serviço:
Hospital Veterinário Pet Care
www.petcare.com.br

Previous post

Erros de liderança: especialista em comportamento canino mostra como evitar que o cão assuma o comando da casa

Next post

A importância da castração de cães

No Comment