Coleira para gatos permite liberdade com segurança

Existem gatos que vivem em ambientes externos e gatos que vivem em ambientes internos

Quando adotei Mac, um gato malhado laranja de 4 anos de idade, em um abrigo em 2010, percebi que havia adquirido uma combinação exigente das duas coisas.

Apesar de gostar de uma cama confortável e de duas refeições por dia, Mac parecia não querer ficar confinado dentro de um apartamento de um quarto, e corria para fora sempre que eu abria a porta da minha varanda, retornando horas depois.

A ideia de levá-lo para passear com uma veio depois de vários incidentes infelizes sem . Ele matou uma rolinha, machucou um pombo, arrancou a coxa de um peru que um vizinho havia deixado na janela para esfriar e se pendurou na tela da porta de outro vizinho perto da meia-noite, o que o fez acordar muito assustado.

Mac estava começando a não ser muito querido no prédio, e eu percebi que deixar um gato se meter em confusões sete andares acima das ruas de Nova York era algo perigoso.

Mas quando vetei seu acesso ao maravilhoso mundo externo, meu gato, que costumava ser animado e amigável, se jogou contra a porta, uivou e atacou a minha perna com toda a sua frustração e suas garras afiadas. Já havia ouvido falar em levar gatos para passear no programa “My Cat From Hell”, do canal Animal Planet, estrelado por um especialista em gatos chamado Jackson Galaxy. Em um dos episódios, ele aconselhou um dono a levar seu gato para passear com uma coleira, para que ele pudesse gastar seu excesso de energia felina. Portanto, comprei uma coleira de chihuahua e a coloquei em Mac, apesar de sua resistência. Ele se deitou e se recusou a mexer-se até que eu tirasse a coleira.

Nós dois obviamente precisávamos de ajuda .

Segundo Stephen Zawistowski, conselheiro científico da Sociedade Americana Para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais, como os gatos não aprendem através da disciplina, apenas recentemente os donos começaram a perceber que eles respondem a , à medida que o reforço positivo ganhou força. Mas ele afirma que isso não é nada de novo: as realizadas por Edward Thorndike com jogos de caixas, por volta do ano de 1900, que provou que animais poderiam aprender comportamentos, foram realizadas com gatos.

“As pessoas estão desenvolvendo laços mais amplos e profundos com seus animais de estimação, e querem fazer coisas com eles”, disse Zawistowski. Levar um gato para passear oferece um bom equilíbrio entre ter um gato caseiro, que vive muitos anos, mas em um ambiente pouco estimulante, e um gato rueiro, que pode matar pássaros e acabar sendo morto.

“É uma maneira de permitir que seu gato saia e aproveite o mundo externo, mas sob a sua proteção”, ele disse.

Marquei um visita com Galaxy e resolvei transformar Mac em um gato passeador.

Com sua bandana, longo cavanhaque e muitas tatuagens, Galaxy parece mais um motoqueiro que um especialista em gatos. Ele trabalhou em abrigos para gatos durante nove anos antes de se tornar um comportamentalista de animais profissional (ele cobra US$ 375 por uma consulta em casa de duas horas), e acredita que praticamente todos os problemas com gatos podem ser resolvidos.

Mas Galaxy afirma que os donos de gatos também precisam modificar seus comportamentos.

“Não acreditamos que seja legal deixar um gato sozinho durante 14 horas, apenas com um alimentador automático e uma caixa de areia automática”, ele disse. “Isso não funciona. Meu conselho para pessoas que querem isso é que comprem peixes de estimação.”

Começamos estipulando qual seria a recompensa de Mac: seu lanche preferido, biscoitos com sabor de carne, chamados Greenies. De agora em diante, “você só dará biscoitos para ele quando estiver colocando a coleira”, ele disse.

Também tive que me certificar que Mac estava com fome antes de cada sessão, para que ele reagisse aos biscoitos. Segundo Galaxy, os gatos não fazem o que você quer apenas para agradá-lo, como os cães.

“Quando ele ficar satisfeito, já era.”

Coloquei a coleira em Mac, e Galaxy me disse para dar um biscoito imediatamente para ele.

“Ele precisa aprender que essa ação vale uma recompensa, e seu limiar de atenção é de cerca de dois segundos”, ele disse.

Depois, ele pediu para eu me afastar um pouco, balançar o saco de biscoitos, e chamar o Mac. Eu dava alguns passos para trás, oferecia um biscoito quando ele chegava perto, depois me afastava um pouco mais. Depois de cerca de 15 minutos de coleira, o rabo de Mac começou a balançar e ele desabou no chão.

“Vamos parar por aqui”, disse Galaxy. “Queremos deixar o gato se sentindo confiante.”

Durante o tempo que mantivemos a coleira, Galaxy também encorajou constantemente o gato com tapinhas na cabeça e muitos “bom garoto”. O gato se aninhou aos seus pés assim que tirei a coleira.

Ao ir embora, Galaxy me disse para dividir o objetivo de passear do lado de fora em pequenas etapas antes de finalmente sair para a rua.

“Para todo gato, há uma linha que divide o conforto e o desafio”, ele disse. “Todo dia, seu papel será mantê-lo nessa linha, depois colocar uma de suas patas sobre ela.”

No dia seguinte, Mac começou a ronronar quando peguei a coleira e os biscoitos.

Mas nós realmente fomos devagar. No quarto dia, na varanda, Mac andou cerca de um metro, depois deitou no chão. No décimo quarto dia, ele continuava andando cerca de um metro, depois deitando no chão. No trigésimo dia, chegamos até o saguão, onde ele andou cerca de um metro, depois deitou no chão. Ou, para variar um pouco, ele às vezes corria até a escada do saguão e se escondia. Como se sentir um paspalho: fique parado em um saguão de edifício com um gato claramente apavorado, que está usando uma coleira
Galaxy sugeriu que eu obrigasse o Mac a andar distâncias maiores entre os biscoitos. E se ele se apavorasse, eu deveria voltar para o último ponto até que ele se sentisse novamente confiante. Por fim, Galaxy me disse que eu deveria parar de segurar o gato sempre que ele parecesse tenso, já que isso o prejudicaria, tornando-o muito dependente de mim.

Os moradores do meu prédio já estavam começando a chamar Mac pelo nome, oferecer a mão para ele cheirar e me perguntar sobre técnicas para passear com animais, ou se seria possível levar um coelho de estimação para passear. E, quando voltávamos para o apartamento, Mac ainda atacava as minhas pernas de vez em quando, mas normalmente apenas se esfregava nelas, depois tirava um cochilo sobre a televisão.

Na rua, ele continuava tímido, se esgueirando ao ver um skatista, um caminhão de cimento ou um cachorro.

Pensei que, se Mac não conseguisse relaxar nas ruas, talvez conseguisse no parque. Então coloquei Mac em sua caixa transportadora, peguei o metrô e, chegando ao Prospect Park, no Brooklyn, prendi sua coleira antes de soltá-lo.

O gato ficou desesperado de medo e escalou a minha calça jeans. Tentei outra vez, em uma área proibida para cachorros, que era arborizada e acidentada. Lá, Mac colocou a cabeça para fora da caixa, olhou ao redor e deu alguns passos cautelosos. Depois, ele foi que foi. Com o rabo para o alto e a cabeça erguida, correu por trilhas, pisou em troncos e se embrenhou em galhos. O gato estava realmente andando.

Ele estava se movendo de uma maneira que eu nunca havia visto no apartamento, reagindo ao canto dos pássaros com tremeliques de orelha, andando como uma onça entre árvores caídas, enfiando o nariz em buracos e testando os troncos com suas patas. Ele se perdia, virava, e se enroscava em sua coleira, e olhava para trás de vez em quando para se certificar de que eu continuava lá com ele. De volta para casa, ele ronronou, se enroscou e dormiu a maior parte do dia; é assim que um gato exercitado age.

Galaxy se encontrou comigo e com o Mac no parque em um dia frio de dezembro para nos observar enquanto passeávamos. Ele ficou muito feliz com o progresso do gato, mas me ofereceu mais alguns conselhos. Quando Mac ficasse paralisado ao ver um cachorro ou um corredor, eu não deveria parar também, mas tentar calmamente redirecionar sua atenção, chamando-o para outro lugar.

Seis semanas depois de começar, tenho um gato relaxado, uma nova admiração por seu vigor e agilidade e, provavelmente, uma reputação crescente de maluca dos gatos. Levar meu gato para o parque é um ótimo passeio, e não tem problema se o Mac nunca chegar a caminhar ao meu lado quando eu for comer fora. Afinal de contas, ele é um gato, e eu já aprendi que isso significa que ele só faz o que quiser fazer.

Acho que ele me adestrou muito bem.

Imagens: Ilustração/Divulgação/Reprodução/Internet

Comentários

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5 comentários sobre “Coleira para gatos permite liberdade com segurança

  1. Estou aplicando essas técnicas com os meus dois gatos, estou no terceiro dia, a Filó está respondendo super bem, já o Juarez ainda está bastante incomodado com a coleira. Pergunta: a coleira nesses dias de adaptação deve estar com a guia?

  2. Meu gato Lion não teve muitos problemas para se acostumar com a coleira. Usa até roupas hj em dia. O problema é passear com ele em algum lugar desconhecido, ele é super medroso, se assusta com barulho de carros, motos, gente gritando, etc. Para ele tomar um ar sem correr rsicos, passeio com ele pelo quintal, o deixo de coleira com uma cordinha leve e comprida…ele fica andando livremente, mas caso pule o muro ou queira aprontar, eu seguro a cordinha e o chamo de volta. Ele é obediente, qdo chamo a atenção dele, ele atende. Abraço

  3. a Shedir faz a mesma coisa, ela quer ir na garagem para poder fugir para a rua e eu não deixo senão ela pode morrer porque não sabe se livrar dos carros ou ser roubada o pessoal aqui acostuma matar gatos, então eu levo na garagem e fico com ela um pouco, mas quando coloco ela para dentro ela avança nas minhas pernas e me morde, ela fica muito brava mesmo.
    Alice