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Inaugurado em junho do ano passado ao custo de R$ 400 mil, o São Francisco de Assis, no Centro, criado para receber os gatos do Campo de Santana, está mais uma vez no meio de uma discussão séria. Na noite de sábado, um grupo de que cuida dos cerca de 200 gatos lançou um abaixo-assinado para pedir à prefeitura que volte atrás na decisão de soltar os de artifícios de dentro do Parque Noronha Santos, onde está localizado o gatil, durante o . Segundo integrantes do Gatos do Campo de Santana, até semana passada a Secretaria de Defesa dos Animais (Sepda) não havia informado aos que, durante as festas, o local seria usado como ponto de queima de fogos, recebendo parte das bombas que estouram antes da entrada de cada uma das escolas de samba que desfilam na Sapucaí. Eles alegam que, apesar de já estar combinado de os animais serem transferidos durante as festas, ainda há o risco de destruição do patrimônio público.

“Estamos muito chocados e preocupados, pois sabíamos que os fogos eram ali perto, mas nunca soubemos que eles eram soltos ali de dentro. O local vai ficar todo destruído!”, protestou a protetora Rosana Calmon, do grupo Gatos do Campo de Santana.

De acordo com os protetores, no último sábado, eles foram informados por e-mail pela Sepda da decisão de instalar dentro do gatil. Rosana Calmon diz que os protetores também estão preocupados com a transferência dos animais durante o carnaval, que ainda não teria sido marcada.

“Falta menos de um mês para o carnaval. Queremos que a data da transferência e do retorno, assim como o número de animais retirados, seja publicada no Diário Oficial. Foi combinado que eles seriam levados para a Fazenda Modelo para evitar estresse por causa dos fogos”, disse Rosana Calmon.

Para a veterinária Andrea Lambert, da associação de proteção animal Anida, a polêmica comprova que a localização do gatil da prefeitura é inapropriada:

— A localização é totalmente inapropriada, não apenas pela proximidade do Sambódromo, mas também por ser próximo a uma via expressa. Na época do carnaval, a única forma de resguardar a integridade física e psicológica dos animais é retirá-los do local, mesmo que para isto sejam submetidos a mais uma situação de estresse com a viagem até a Fazenda Modelo, onde a prefeitura também mantém um gatil — diz a veterinária —Se houver danos no local, a prefeitura tem que consertar para a volta dos animais, o que será mais um estresse que poderia ser evitado se o gatil fosse em local apropriado

Segundo a prefeitura, a Secretaria de Turismo e a Sepda estão estudando a transferência para um local adequado.

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1 Comment

  1. suely bischoff machado de oliv
    06/02/2013 at 14:37 —

    Olá.Boa tarde.Mais um absurdo em vias de destruir e estressar os animais.Nota ZERO para estes organizadores de eventos do RJ Nota ZERO para SEPDA…………..Inadmissivel soltar fogos dentro de um gatil…………..Nunca ví coisa mais esdrúxula.E pior ainda, com risco de destruir um patrimonio da  própria cidade e da prefeitura.Imagina só,  ainda os animais passarem por uma transferencia de local.Gatos não são caixas de papelão!