Medicina veterinária está em alta

Autor: Camila Galvez |Fonte

Para ser médico é preciso, acima de tudo, gostar de animais. No entanto, a clínica não é a única opção de trabalho. O crescimento do mercado pet e a valorização dos bichos de estimação oferecem diversas oportunidades para o profissional que busca especialização.

Segundo o veterinário Paulo Salzo, 45 anos, professor da Universidade Metodista de São Paulo, o mercado mudou muito nos últimos 20 anos. “Hoje há maior interesse em cuidar da e do bem-estar animal. E não estamos falando só de cães e gatos, mas de todos os animais.”

Segundo Salzo. uma das especialidades em alta é o de animais silvestres. “O conceito de bicho de estimação mudou. Tartarugas, pássaros, peixes e outros animais são considerados membros da família, e as pessoas querem ter com eles os mesmos cuidados que têm com o cão ou gato.” Outras especialidades destaque são as áreas de cardiologia e dermatologia.

Além disso, o profissional pode atuar na área de pesquisa e desenvolvimento de , e para animais. O setor de vendas desses mesmos produtos também atrai o veterinário, além do trabalho em prefeituras, para controlar as zoonoses (doenças transmitidas por animais, como a raiva). “É possível ainda atuar com inspeção sanitária de de origem animal, pois a legislação exige a presença de veterinário.”

O veterinário em início de carreira tem salário de cerca de R$ 3.000.


Raphael Roseti, 26, queria ser veterinário desde criança. Mas não para cuidar de cãezinhos, e sim de animais de grande porte. “Sempre fui apaixonado por cavalos. Meu avô tinha sítio e incentivou muito.”

Ele conseguiu realizar o sonho no Hospital Veterinário da Metodista, onde trabalha com bois e vacas, ovelhas, cabras e – claro – cavalos. “Fiz estágios nessa área quando estava na faculdade e consegui juntar a paixão pelos animais de grande porte à profissão.”

Para Roseti, a tendência é que cada vez mais famílias tenham animais em suas casas e também em sítios, chácaras e fazendas. Além disso, o crescimento populacional e a necessidade por alimentos também ampliam as oportunidades de trabalho. “Não vai faltar emprego para quem se especializar”, garantiu.

Imagens: Ilustração/Divulgação/Reprodução/Internet

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