Briga entre Ministério e governo paulista paralisa vacinação de animais

A falta de consenso entre o Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde de São Paulo paralisou a vacinação contra raiva em todo o Estado. A campanha, que começou no dia 16 de agosto, foi suspensa apenas três dias depois por causa da morte de quatro gatos e dois cães por choque anafilático.

Além das mortes, dos 121.691 animais imunizados no Estado, 567 sofreram reações adversas, sendo que 38% delas foram graves. Após as mortes, a Secretaria da Saúde emitiu um alerta suspendendo a vacinação no Estado até o término da investigação dos óbitos e dos casos graves, que está sendo conduzida pelo Instituto Pasteur.

Para o Ministério da Saúde, responsável pela compra das vacinas, o número de óbitos em São Paulo está dentro do esperado e não justifica a paralisação da campanha. Em nota, o Ministério afirmou que não há nenhuma razão para que a vacinação não prossiga no Estado.

Segundo o ministério, em um total de 309.031 animais vacinados em todo o país, houve apenas nove casos graves de reações adversas, o que representa uma taxa de apenas 0,0029% de óbitos. As outras duas mortes aconteceram no Rio de Janeiro. O Ministério informou que outros quatro Estados receberam a mesma vacina que São Paulo e não relataram ocorrência de casos graves.

Além disso, o Ministério da Saúde afirma que o tipo de vacina utilizado no país é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Questionada, a secretaria informou que não há previsão para o reinício da campanha. A assessoria do Instituto Pasteur disse que não é possível fixar um prazo para a conclusão dos laudos sobre as mortes de animais.

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