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Os descobriram o mecanismo de dos animais. Eles descobriram nas cinzentas escuras um setor de um responsável pelo “ ”.

O dessa parte é exatamente igual à que existe no cromossoma dos cães, que outrora predeterminou a sua dos lobos até animais pelo homem.

Os não puderam durante muito tempo responder à pergunta porque é que uns animais são domesticados, mas outros continuam sendo , não obstante todos os esforços do homem. Os especialistas do Instituto de Citologia e Genética de Novossibirsk do departamento da da Academia de Ciências da desvendaram o .

Eles decifraram o gene de domesticação da raposa cinzenta escura e determinaram as sequências de DNA, comuns a cães e raposas. Depois, numa criação artificial de animais, foi testado o comportamento de mais de mil animais. Como resultado, os cientistas descobriram que a aproximação da raposa ao homem é ajudada pelos genes situados no setor do 12º cromossoma. Estes genes são parentes dos genes do 5º cromossoma dos cães que, no fundo, ajudaram o lobo a transformar-se, com o tempo, num querido animal doméstico. Estas particularidades predeterminam as funções neurológicas dos animais.

“Constatou-se que a nossa raposa domesticada e o cão primitivo são muito próximos quanto às transformações evolucionárias da constituição do que ocorreram numa e nos outros”, assinala a professora Lyudmila Trut, dirigente da . A com raposas ajudou a provar a hipótese avançada há mais de 60 anos atrás pelo genético soviético, acadêmico Dmitri Beliaev. Ele considerava que os homens antigos escolhiam os animais amigos do homem. Pela primeira vez, o cientista fez uma com a domesticação das raposas cinzentas escuras e avançou a hipótese de que a de feras com as pessoas é condicionada geneticamente.”

A experiência iniciada pelo académico Beliaev foi continuada durante mais de meio século. Os cientistas cruzaram raposas domesticadas com selvagens. Durante os anos de seleção, nos seus descendentes surgiram indícios próprios dos cães e de outros animais domésticos. Por exemplo, cresceu dez vezes a frequência do aparecimento de estrelinhas brancas na cabeça, próprias dos animais domésticos, o focinho ficou mais pequeno, as orelhas caíram um pouco, como nos cães, e o rabo enrolou-se num anel, como nas laikas.

O principal é que o comportamento das raposas híbridas mostrou ser mais variado e amigável do que nos seus pais. Os cientistas determinaram que as feras criadas artificialmente, embora não tivessem perdido os hábitos “selvagens” naturais, manifestaram muito mais frequentemente sinais de ao homem. Por exemplo, emitiam sons alegres na presença de pessoas conhecidas, as suas orelhas e rabos estavam descontraídos, e não tensos, atacavam mais raramente pessoas desconhecidas. Mais um pouco e esses animais podiam ser mantidos como animais de estimação. Agora, o segredo da sua amizade está descoberto.

“Hoje, quando é claro que genes respondem pela domesticação dos animais selvagens, continuamos a busca de mecanismos moleculares envolvidos no processo de domesticação”, conclui Lyudmila Trut.

Autor: Olga Sobolevskaya
Fonte: Voz da Rússia
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