0
Shares
Pinterest Google+

A de 33 cães e gatos na madrugada desta sexta-feira em São Paulo é um forte indício de uma suspeita, levantada há meses por ONGs que trabalham na dos bichos, de que existe um clandestino de de animais no . As chegaram ao gabinete do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso, que explicou ao Terra que uma bolsa de sangue de um gato ou cachorro no mercado negro pode custar até R$ 300. Ele não acredita em outra hipótese para os cadáveres encontrados hoje em uma rua na Vila Mariana, zona sul da capital.

“Você não faz um ritual religioso com 30 animais, pois o volume é muito grande e não há necessidade. Sem sombra de dúvidas pode haver um comércio paralelo para o sangue dos bichos, pois uma bolsa, segundo as ONGs que trabalham conosco, custa até R$ 300. Elas seriam vendidas para veterinários, clínicas e hospitais, para depois serem usadas em transfusões e outros fins. O inquérito policial deve confirmar”, afirmou Tripoli.

Ele disse que solicitou à Universidade de São Paulo (USP) o exame dos cadáveres dos cães e gatos e o inquérito. O deputado ressalta que algumas ONGs já o vinham alertando sobre a suspeita e inclusive contrataram detetives particulares. “As ONGs já tinham se reunido para fazer uma investigação paralela para tentar entender porque eram encontrados animais na rua, em sacos. A apreensão de hoje demonstrou que a quantidade era grande e que os animais basicamente não tinham sangue à mostra”, salientou Tripoli.

Nesta madrugada, o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) de São Paulo deteve, após denúncias de maus tratos, Dalva Lina da Silva, 42 anos, suspeita de matar os animais. Ela foi localizada no bairro Vila Mariana e os animais estavam em sacos de lixo em frente à casa dela.

Na garagem da residência havia diversas gaiolas para transporte de animais. Na noite de quinta, ela foi vista jogando os bichos mortos no lixo.

Segundo a PM, ela falou que sedava e sacrificava alguns animais porque eles sentiam dor. Segundo a polícia, a mulher foi liberada porque o caso é considerado de menor potencial ofensivo. Ela afirmou que recebeu os cães e gatos doentes e tentou tratá-los, mas como não obteve sucesso, aplicou anestésico para que cinco deles morressem sem dor.

Polícia não descarta comércio de sangue
O delegado Wilson Correia, do DPPC, não descartou a hipótese do tráfico de sangue. Porém, ele prefere aguardar pelos exames veterinários.

“Queremos saber as causas das mortes. Ela disse que matou apenas cinco, em estado terminal, mas não explicou as outras. Vamos checar para ver se realmente procede esta denúncia”.

“É um mercado que até então ninguém imaginava que existisse, um mercado negro, porque o que ocorre é que os animais foram encontrados sem sangue e uma boa parte de anestésicos foi achada na residência. São indícios claros”, ressaltou o deputado Ricardo Tripoli.

Autor: Mauricio Tonetto
Fonte: Terra
Anterior

Crianças acariciam tigres e leões em zoo argentino

Próxima

Nestlé Purina dá dicas sobre posse responsável

  • Enquanto imaginava-se que o sofrimento dos animais abandonados era utilizado para arrecadar dinheiro fácil, através dos insistentes pedidos de doação, nos deparamos com esta triste possibilidade, onde o sangue deles poderia estar sendo retirado para ser comercializado. Neste momento, os verdadeiros protetores precisam ter a capacidade de através deste fato lastimável, criar um clima de transformação, promovendo cada vez mais os conceitos da posse responsável, da responsabilidade social , cobrar uma atuação eficaz dos poderes públicos,  enfim….uma causa precisa perseguir seus propósitos alicerçada no amor, nos valores éticos, na união e no respeito a todas as formas de vida. É HORA DE MUITA REFLEXÃO e AÇÃO! Não adianta cobrar posturas dos demais individuos da sociedade, enquanto não existir uma COERENCIA entre os protetores, o desejo de valorizar os animais deve brotar de dentro para fora, ou seja, enquanto existirem pessoas mal intencionadas, se  apresentando como defensoras, não há como exigir o fim  das crueldades.