Meu melhor amigo morreu. O que eu faço?

Bauru – Junto com a perda vem a dificuldade em destinar corretamente os cadáveres dos bichos de estimação. Acaba de entrar em vigor uma mudança normativa que obriga as clínicas veterinárias a se responsabilizarem pela destinação de animais mortos. Antes, a Emdurb era totalmente responsável pela retirada correta e ambiental dos restos mortais. Agora é necessário que os proprietários dessas clínicas contratem empresas particulares especializadas para a retirada dos corpos e dejetos dos bichinhos. No caso do animal morrer em casa, pode ser levado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), na rua Henrique Hunziker, sem número, no Jardim Redentor.

A veterinária e proprietária de uma clínica em Bauru Ana Paula Guerra diz que a mudança traz dificuldades para os profissionais. “Temos dificuldades porque é recente, o pessoal está meio perdido, não sabe o que fazer direito com essa alteração. A gente paga R$ 30,00 mensais por 20 quilos, mas quando excede o peso são cobrados valores adicionais, que são repassados para os proprietários”, explica Ana Paula.

A veterinária afirma que, além das dificuldades com a terceirização dos serviços, os custos ficam bem maiores se comparados à época em que a autarquia municipal era responsável pela retirada dos dejetos. “Tem gente que não quer nem ver o cachorrinho morto, não gosta. A maioria deixa na clínica. Antes era cobrado somente um saquinho, ao custo de R$ 2,00 ou R$ 3,00, mas agora a gente paga muito mais”, conclui.

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