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Depois de dez anos afastado da TV, o ator, diretor e produtor , declarado e eterno dos direitos dos animais, volta à telinha para uma participação especial na novela “Amor e Revolução”, no SBT. Na trama de Tiago Santiago, o ator interpreta Geraldo, líder camponês e revolucionário que incentiva a luta armada contra a ditadura.

Como preparação para a novela, os atores tiveram dois dias de workshop para entender esta época da história do Brasil. A emissora convidou algumas pessoas que vivenciaram os “anos de chumbo” para dar seus depoimentos. “A gente achava que sabia o que tinha acontecido no País. Mas quando se ouve da boca dos torturados, aí isto te derruba… Todos eles disseram que o lema era: tenho de aguentar mais 24 horas para não entregar meus companheiros”.

O ator declarou ainda que foi em um desses encontros que descobriu como compor seu personagem. Segundo Cavalcanti, um dos convidados revelou que, quando a tortura chegava no limite do sofrimento, a pessoa preferia morrer. Porém, um dos convidados afirmou que “não queria morrer, que queria viver para sair de lá e matar aqueles caras porque o ódio o mantinha vivo”. “Quando ele falou isso, eu pensei: já sei fazer o personagem. Ele me deu o cerne do papel”, afirmou.

Na vida real, o ator revelou que vivenciou algumas situações nesta época.

Antes de regressar às novelas, o ator, que completará 55 anos de carreira no dia 13 de dezembro, se dedicou à atividade parlamentar, como vereador no Rio. “Eu estive afastado cumprindo minha missão na vida que é a dos animais. E agora voltei à minha paixão que é ser ator”, disse Cavalcanti, que estreou na carreira artística em 1956, aos 16 anos, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), ao lado de nomes como Natália Thimberg e Fernanda Montenegro. O ator acumula em seu currículo mais de 30 peças.

Fonte: Diário de Marília
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