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A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística () e divulgada na última terça-feira (2) traz novos dados sobre animais de estimação nos lares do país, mas enfatiza que o cão continua sendo o melhor amigo do homem, diferentemente de outros países em que o gato já está superando o número de cães.

Em 2013, em 44,3% dos domicílios havia pelo menos um cão, o que equivale a 28,9 milhões de residências. Já os gatos apareciam em 17,7% dos lares, que possuíam pelo menos um gato, ou 11,5 milhões de residências. Nas áreas rurais a presença de mais bichos é mais frequente.

A média nacional de cachorros é de 1,8 por domicílio; a de gato é de 1,9. A maior proporção de cães é no Sul (58,6%) e a de gatos é no Nordeste (23,6%).

Esta é a primeira edição da PNS, que teve seus dados divulgados em dois volumes: o primeiro em dezembro de 2014 e o segundo nesta terça-feira. É a primeira vez, portanto, que o número de cães e gatos de estimação é medido com esta .

Os números indicam ainda que o é a unidade da federação em que mais casas têm cachorro: 60,1%. O está na outra ponta da lista 32,3% das residências têm pelo menos um cão.

Já em relação ao gatos, os moradores do Piauí são os maiores amantes dos gatos, já que há pelo menos um em 34,2% dos seus domicílios. O Distrito Federal, com 6,9%, também fica por último quando o assunto são os felinos, sendo a unidade da federação em que menos lares têm gatos.

As informações foram incluídas na PNS porque servem ao Ministério da Saúde para o planejamento de compra de vacinas contra a raiva. Conforme a PNS, foi constatado que em 24,6% das residências os animais não haviam sido vacinados nos 12 meses anteriores à entrevista. Isso significa que um a cada quatro animais não havia sido vacinado. A imunização contra raiva deve ser anual.

Mais cães, menos

Outro dado curioso é que o número de cães de estimação é superior ao número de crianças. De acordo com outra pesquisa do IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2013, havia 44,9 milhões de pessoas de até 14 anos.

Outro país que passa por situação semelhante é o Japão. Enquanto maternidades e escolas estão fechando suas portas pro conta do rápido declínio demográfico, os pet shops se multiplicam, pelo fato de que os japoneses estão preferindo ter animais de estimação em no lugar de assumir a criação de filhos.

A Japan Pet Food Associaton divulgou no final de 2014 que há mais de 21 milhões de cães e gatos registrados no Japão, Esse número é superior ao número de pessoas de 15 anos, que somam 16,5 milhões, segundo o último censo. A industria pet japonesa prevê um aumento de 50% de faturamento nos próximos 20 anos.

Já especialistas na área da psicologia explicam que os japoneses cada vez mais preferem suprir suas carências paternais através da adoção de animais de estimação. (Com informações de Estadão Conteúdo e Portal IPC Digital – Japão)

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