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Tiago Di Araujo

O que visa o de animais em realizados pelos terreiros de candomblé, apresentado pelo vereador Marcell Moraes (PV), vem causando muita polêmica no meio e também na Câmara Municipal de . De acordo com o projeto, o objetivo é substituir os animais por plantas e frutas durante as rezas.

Em entrevista ao iBahia, Marcell disse que toda polêmica criada contra o seu projeto é para atender a interesse pessoais. Segundo ele, o que está acontecendo é falta de informação e muita politicagem, alegando que alguns vereadores querem ganhar espaço, agregando o movimento do candomblé contra o seu projeto.

O vereador ressaltou que não é contra a e sim a favor dos animais. “Eu fui eleito para defender os animais e vou fazer isso até o último dia do meu mandato. Eu não sou contra a , as pessoas estão totalmente desinformadas”, criticando a suposta manifestação de representantes das religiões e matrizes africanas programada para a próxima segunda-feira (6) na frente da Câmara.

Segundo Ordep Serra, todos os animais sacrificados nos rituais são consumidos pelos que participam da festa, só que a diferença para um restaurante, por exemplo, é que é feita uma reza para oferecer aos orixás. “Não é um ato bárbaro. Os animais são consumidos por quem comparece, só que é proferido aos orixás”, explicou.

Questionado sobre a tradição dos rituais do candomblé, o vereador disse que o mundo evoluiu e as religiões devem fazer o mesmo. “As religiões têm que se adaptar ao novo século, a evolução do ser humano. O povo acha certo que uma mulher seja morta a pedradas por trair o marido como acontece no Oriente Médio? Então, tem tradições que devem ser quebradas”, acrescentou.

“O projeto é ignorante, arrogante, preconceituoso, intolerante religiosamente e tingido de racismo”

O antropólogo salientou que já frequentou dezenas de terreiros, no qual já participou de diversos rituais e em nenhum deles é presenciado por criança, como foi especulado pelo vereador. Segundo ele, o sacrificador é uma pessoa preparada e todo sacrifício é feito reservadamente.

Quem também demonstrou insatisfação com o projeto foi o vereador Sílvio Humberto, que disse se tratar de uma intolerância e que fere o direito à liberdade de culto religioso. Segundo Sílvio, numa cidade como Salvador, que valoriza a cultura negra, o projeto não deveria nem ser colocado em pauta.

Guerra dentro do PV
O projeto também criou polêmica entre os integrantes do Partido Verde, no qual o vereador Marcell Moraes é filiado. Na última terça-feira (30), o presidente do PV em Salvador, Luiz Araújo, enviou uma nota à imprensa informando que o partido é contra o projeto apresentado por Marcell.

NOTA DO PARTIDO VERDE SALVADOR
O Partido Verde vem a publico expressar através de sua instância colegiada que preza pelo respeito à toda forma de culto religioso e espiritual, entendendo que cada um segue rituais litúrgicos compatíveis com suas crenças.

Surpresos com o projeto de lei apresentando pelo Vereador Marcell Moraes, filiado ao PV, que aborda a liturgia das religiões de matriz africana declaramos que este tema não foi objeto de debate em nossa instância partidária, tratando-se de um ato isolado e exclusivo do vereador, não possuindo nenhum amparo político do Partido Verde para tal iniciativa.

Tal projeto não expressa o pensamento nem a ação do Partido Verde. As religiões de matriz africana tecem desde os ancestrais, uma relação de respeito à natureza, bem como sempre foram aliadas na preservação de áreas verdes.

Em contrapartida, Marcell recriminou a atitude do presidente e disse que vai solicitar a sua saída do partido junto ao presidente nacional. “O presidente municipal mandou uma nota infeliz. Eu tenho uma reuniaõ hoje com o presidente nacional (José Luis Penna – SP) para pedir a retirada dele do partido ou posiocionamento firme. Luís está querendo aparecer”, enfatizou.

Segundo Marcell, a nota que foi enviada é de cunho pessoal de Luiz e que não houve nenhuma reunião com outros membros do partido antes de fazer o pronunciamento. O vereador informou também que já tem apoio de alguns membros do partido que são superiores ao presidente municipal.

Fonte: iBahia
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