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Na lista de animais de estimação esquisitos, as novidades não são mais as cobras e iguanas, mas sim as . Seres gelatinosos, causadores de queimaduras, elas estão sendo criadas mais pelo valor estético que pela capacidade de fazer companhia a seus donos. Nadando em iluminados, as águas-vivas adornam uma sala tão bem como um quadro ou uma lâmpada colorida. É o que acredita o empreendedor americano Alex Andon, cuja Jellyfish Art (Arte de água-viva, em uma tradução livre) faturou US$ 250 mil em 2010 vendendo aquários e águas-vivas.

Aquário de águas-vivas – Ilustração/Divulgação

Apesar de ter um em um nicho praticamente sem concorrência, Andon tem uma história de empreendedorismo por necessidade. Em 2007, ele foi demitido de uma indústria de bioquímica e passou meses procurando emprego. Era o início da recessão que culminou na crise internacional e não havia trabalho para um jovem recém-formado em biologia marinha. Foi quando ele visitou o parque aquático da baía de Monterey, na Califórnia. “Percebi como os tanques de água-viva eram muito populares”.

Depois de uma breve pesquisa, Andon constatou que não havia nenhuma empresa que vendesse os animais para a população comum. Ele investiu US$ 50 mil e já no primeiro ano teve o retorno. Segundo ele, seu crescimento dobra a cada trimestre. Sua empresa já se tornou famosa na região de São Francisco, no norte da Califórnia, onde ele também administra uma rede de aquários gigantes em hotéis e restaurantes.

A ideia para o negócio de Andon não é tão simples como parece. Animais frágeis, as águas-vivas se liquefazem, literalmente, se colocadas em aquários não apropriados. Elas não possuem ossos e 95% do seu corpo é composto por água. Em um tanque comum, elas são sugadas pelos filtros e despedaçadas. Para não se dissolverem, é preciso haver um conjunto de mecanismos que espirre um jato de água na direção contrária todas as vezes que o animal passar por perto do filtro. Além disso, são animais que se alimentam de plânctons – inviável para quem cria uma água-viva em cativeiro. Por isso, Andon está criando algas e as congelando para vender aos clientes como alimento para seus mascotes.

Além dos animais, das algas e dos aquários adaptados, Andon também vende luzes de LED para iluminar os aquários. Quando refletidas, as águas-vivas mudam de cor e formam um mosaico psicodélico. Para complementar a cena, são oferecidos diversos acessórios decorativos. Alguns, inclusive, se mexem e respiram, como caramujos e caranguejos. Para os interessados, no site da empresa um aquário simples sai por US$ 249 (R$ 412), e as águas-vivas variam de US$ 39 a US$ 55 (de R$ 64 a R$ 91). Não há vendas para o Brasil.

Fonte: PEGN
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