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Uma de 194 indivíduos vive em um em Viamão. Ceres Beatriz Dutra Moutinho, 49 anos, , é a mãe.

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Acyr Winckler Martins, 50, assistente de operações da Trensurb, o pai. Quis o destino que não tivessem filhos. No lugar de choro de , há . Em vez de e bonecas, ossos roídos. Tudo porque os outros 192 moradores da casa estão divididos entre vira-latas, , , e demais de .

— Terminamos o censo ontem: temos 192 filhos aqui. Todos têm nome e quase todos atendem quando chamamos — revela Martins.

A desta grande turma iniciou em 2001, em . O casal morava em um na Avenida dos Andradas, no Centro, e passou a criar quatro cachorros. Os animais foram crescendo e passaram a ocupar o espaço do , que acabou pequeno para os seis integrantes. Após três anos, decidiram se mudar para uma casa em Esteio. E, na Região Metropolitana, tudo mudou.

— Começamos atendendo um animal atropelado por uma lotação em Esteio. O bicho ficou no meio da rua, ia ser novamente atropelado. Nós o recolhemos, o levamos para um e passamos a atender outros animais em situação parecida. Só que o número foi aumentando — conta o pai.

Mais uma vez, a casa foi ficando pequena. Os cachorros chegavam trazidos por pessoas que não tinham mais tempo para cuidá-los ou por passarem pela residência de Acyr e Ceres e, simplesmente, não saírem mais. Tiveram de se mudar. Compraram, então, um sítio de dois hectares e meio em Viamão, batizado como Sitio do Cannisluppus.

Acontece que a família passa por dificuldades. Como não há possibilidade de fazer à matilha — pois além deles há apenas dois ajudantes para a lida na fazendinha —, os cachorros recebem apenas . O custo da se torna muito alto para o do casal. Foi o momento de usar a criatividade e contar com a solidariedade dos gaúchos.

Todo final de mês, desde junho de 2008, Ceres e Acyr passam um final de semana na Usina do Gasômetro e organizam a Campanha da Ração. Lá, recebem para os cachorros, que consomem, a cada 30 dias, cerca de 3 toneladas de ração. Este mês, o encontro será no próximo sábado e domingo.

— Passamos a fazer um apelo para conseguir ração, pois os cachorros estavam consumindo todos os nossos recursos. Como os bichos não nos deixam sem que sejam adotados, vamos continuar trabalhando por muito tempo. É uma atividade que não tem tempo para terminar — explica Acyr.

Se você quiser ajudar Ceres e Acyr, entre em contato com o casal pelo telefone (51) 9911-9910 ou pelo e-mail soscannisluppus@gmail.com.

Fonte: Zero Hora
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  • Um gesto de solidariedade:

    “Começamos atendendo um animal atropelado por uma lotação em Esteio. O bicho ficou no meio da rua, ia ser novamente atropelado. Nós o recolhemos, o levamos para um veterinário e passamos a atender outros animais em situação parecida. Só que o número foi aumentando — conta o pai.”

    que serve de exemplo para todos nós.