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A dos cães é mais parecida com a dos humanos do que se pensava, e até permite que nossos companheiros peludos imitem nossas ações mesmo depois de algum tempo.

A descoberta, descrita na última edição da revista Animal Cognition, significa que os cães possuem a chamada “memória declarativa”, que designa as memórias que podem ser conscientemente relembradas, como fatos ou conhecimentos.

Os humanos, é claro, possuem essa , como demonstra qualquer pessoa que faça um teste de múltipla escolha. No entanto, ainda não havia comprovação científica desse tipo de memória em cães, embora seja provável que os donos e outras pessoas que têm contato diário com esses animais tenham presenciado esse durante anos.

O foi realizado por Claudia Fugazza e Adám Miklósi, da Universidade Eötvös Loránd, na . Há muitas sobre cachorros em andamento no país, que abriga muitos pesquisadores do tema e uma população que adora cachorros.

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A equipe investigou a canina de protelar, que nesse caso se refere a imitar as ações do dono depois de certo tempo transcorrido. Oito cães adultos foram treinados no método “Faça o que Eu Faço” (Fugazza é uma das mairoes especialistas nesse tipo de treinamento canino). As tarefas incluíam imitar o dono andando ao redor de um balde e tocando uma campainha.

Seriam os cães capazes de imitar o que viram depois de uma pausa de dez minutos ou mais?

Fugazza descreve o que aconteceu com um dos animais:

“A dona, Valentina, chamou a atenção de sua cadela, Adila, e em seguida, demonstrou uma atividade, com tocar uma campainha com a mão. Valentina e Adila então fizeram uma pausa, em que podiam fazer o que quisessem. Às vezes, elas brincavam juntas com uma bola, ou relaxavam no gramado. Adila latiu farejou alegremente ou latiu para os passantes.

Depois do intervalo, Valentina retornou à posição original e verbalizou o comando ‘Faça!’. Adila sabia exatamente o que fazer. A atenta cadela tocou a campainha, e chegou a repetir a ação mesmo quando um humano estranho, que não sabia qual era a atividade anterior (tocar a campainha), deu o mesmo comando”. Em outras palavras, Adila passou no teste.

O estudo integra um conjunto crescente de evidências, que comprovam que muitos animais experimentam o mundo da mesma forma que os humanos: eles mantêm o passado e o presente em mente, e provavelmente possuem a habilidade de imaginar e prever situações futuras.

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