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Diz a popular que cachorro velho não aprende novos. Esse é um comum que muitos donos de animais cometem. Os amigos caninos também ficam velhos, mas nem por isso não podem ter de vida na terceira . Algumas vezes, pequenos podem aumentar bastante a vida do cão.

Esse é o caso do empresário Osvaldo Rodrigues da Conceição e sua cachorra Bianca. Ela deixou de comer, ficava cansada com facilidade e quase não se movimentava. Bastou um simples eletrocardiográfico para descobrir que ela tinha uma cardiomiopatia dilatada, ou seja, um aumento generalizado do , comum em cães com idade avançada. Bastou alguns comprimidos por dia para ela voltar ter uma vida .

“É incrível que apenas alguns mudaram a vida dela. Agora ela come normalmente, late bastante e corre de vez em quando. Realmente parece outra cadela”, diz o dono.

precoce
A veterinária Cláudia Gianfrancesco explica que a grande maioria dos problemas que os cães possuem é facilmente tratável, se identificados com antecedência. “Muitas pessoas ignoram os problemas de seus cães por pensar se tratar uma coisa normal da idade avançada. Muitas vezes se consegue dar uma boa qualidade de vida e prolongar em alguns anos o tempo de vida dos animais”, explica.

Porém, chega um momento em que as evoluem e não há um tratamento disponível que ajude os cachorros, embora haja muitos recursos como hemodiálises, tomografias e ressonâncias magnéticas.

A professora Adriana Nogueira de Sá passou por esse problema. Ela comprou duas fêmeas, das raças e , e com o passar do tempo as duas tiveram problemas graves. A maior tinha insuficiência renal crônica e a menor, um cerebral. Chegou um momento em que teve que tomar uma difícil decisão, fazer ou não a .

“Mesmo com todos os e tratamentos, chegou num ponto que a Dog Alemã não se levantava mais do canil e a Basset tinha incordenação motora e . Lógico que com os remédios elas viveram alguns anos a mais, mas estavam sofrendo muito e decidimos pela eutanásia. Na mesma semana as duas, foi a decisão mais difícil que já fiz na vida”, lamenta Adriana.

Cláudia conta que esse assunto da eutanásia é muito e que cabe ao veterinário instruir os donos na melhor decisão a ser tomada. “Vai muito do conhecimento e da sensibilidade do médico veterinário. Damos conselhos e opções, mas a decisão final sempre é do proprietário”, ressalta.

O que fazer
Como os seres humanos, os cães precisam de tempos em tempos de uma bateria de exames para identificar possíveis doenças que ainda estão no início. A partir do Check-up, é possível definir uma série de tratamentos disponíveis na medicina veterinária hoje.

“A partir do momento que se faz exames como eletrocardiograma, função renal e uma simples inspeção dentária podemos definir a melhor maneira de tratar o paciente. Hoje existem muitas opções de remédios e até rações especiais para vários problemas caninos. Um acompanhamento anual certamente prolongará a vida do seu cachorro”, conclui Claudia.

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