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Está tudo tranquilo dentro de casa quando de repente ouve-se o de um rojão, o cão passa igual a uma bala e se esconde, trêmulo.

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Quem tem cachorro conhece esta cena que normalmente acontece em dias de jogos, fim de ano, comemorações, chuva com trovões, etc.

“É um problema bem comum e pode acarretar outras situações indesejáveis, como fuga ou acidentes”, diz Tânia Parra Fernandes, professora da faculdade de medicina veterinária da Universidade Metodista de São Paulo.

O maior risco, segundo ela, é que, na tentativa de se esconder, os bichinhos batam em vidraças ou armários e acabem se machucando.

Nem todos têm medo. Entre os que têm, segundo Tânia, a causa pode estar em algum que sofreram quando eram pequenos.

“O pode ter sido de um forte que ouviram quando eram filhotes, como cheirarem uma pilha de garrafas que caiu ou estar dormindo debaixo de um carro e alguém ligar o motor. Isso marca o animal”, diz. “O surto pode vir do fato de o animal ter uma audição mais amplificada que a nossa. O som fica mais agudo e incomoda”, completa Neimar Roncati, coordenador de medicina veterinária da Universidade Anhembi Morumbi.

A dica é manter os cãezinhos em locais seguros e oferecer espaços onde eles possam se esconder para que se sintam protegidos. Um conselho importante é tentar condicionar o barulho a uma coisa boa. Ficar com o cachorro no colo, brincar e mostrar que aquela não é uma situação ruim é interessante para que ele a associe a algo tranqüilo. “Por verem as crianças da casa gritando com o jogo de futebol, eles ficam em alerta, acham que o grupo está em . O dono deve mostrar que não está acontecendo nada”, orienta Roncati.

Para abafar o ruído, o algodão no ouvido pode ser uma alternativa, mas é importante que o dono saiba colocá-lo no bicho. “Um profissional deve mostrar como porque o animal pode ter lesões”, diz Roncati. Godot, o boxer da analista de comunicação Luciana Teixeiras, 28 anos, costuma ficar fora de casa. Quando escuta barulhos, arranha a porta, late desesperado e não sossega até que permitam que ele entre. “Ele fica encostado e se acalma. Como fica tremendo, sempre permitimos que entre”, diz ela.

Como ajudar

– Aumente o som de alguma de modo que se sobreponha ao ruído.
– Exponha o animal ao barulho aos poucos e com segurança. Reúna os amigos, ligue o rádio. Deixe o bicho adaptado a um pouco de “bagunça”.
– Se o animal tem muito medo, é bom ficar com ele em dias críticos como final de Copa do Mundo e Réveillon.
– Procure não deixar o animal sozinho, mas, se não tiver ninguém em casa, deixe-o em um local arejado, com água e comida. O ideal é que ele fique em um lugar onde possa se sentir seguro, de preferência dentro de casa.
– Feche portas e janelas para evitar fugas e acidentes.
– Retire do ambiente em que o cão fica qualquer objeto pontiagudo ou de vidro que possa machucá-lo.
– Procurar um que receite calmantes alternativos, como acupuntura e homeopatia, pode ser uma boa opção.

Fontes: Tânia Parra Fernandes, professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Metodista de São Paulo; Neimar Roncati, coordenador de medicina veterinária da Anhembi Morumbi; e Cristiane deToledo Kulcsar, médica veterinária.
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