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Na correria do dia a dia, e má podem se combinar em uma perigosa bomba para o . Até mesmo para os animais domésticos.

Submetidos a cuidados excessivos, capazes de gerar e , e alimentados com quitutes inadequados, cães e gatos vêm convivendo cada vez mais com a . “Não se deve humanizar os bichos, achando que eles podem ingerir as mesmas coisas que comemos”, diz o endoscopista Franz Yoshitoshi.

Também não se deve deixar, no caso dos , de impor liderança dentro de casa. “Se você pega um animal de personalidade forte e não impõe seu comando, vai ter com ele uma estressante disputa”, diz outro veterinário, Gustavo Mano.

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Além da “humanização”, que agrava a condição gástrica dos animais domésticos, outros fatores podem causar problemas, como a ingestão de antiinflamatórios e reações alérgicas – confira no quadro abaixo as principais razões.

A boa notícia é que alguns sinais podem ajudar o dono a perceber se seu cão ou gato está com gastrite, e atacá-la a tempo de evitar uma situação mais grave, com uma . “A gastrite é um processo inflamatório que pode estar relacionado a uma série de causas e que, se não tratado adequadamente, pode desencadear algo pior”, afirma Aparecido Camacho, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Estadual Paulista (Unesp).

Cães – Quando um cachorro investe sobre uma planta da casa, por exemplo, pode estar querendo mais do que fazer uma simples boquinha. “Esta é uma forma instintiva de comer algo para proteger a mucosa gástrica”, explica Mano. Mas nem todo cão que aprecia o verde tem problema no estômago. Ele pode mesmo ser fã do prato, já que cachorros não são estritamente carnívoros. Já um gato, carnívoro inequívoco, deve ser encaminhado para consulta se flagrado aderindo a um menu vegetariano.

Principais razões da gastrite em cães e gatos

Alimentação
à base de salame, pizza, bolacha e doce em geral – provenientes do prato do dono
– Excesso de sal, gordura e condimentos
– Comida muito fria ou muito quente
– Volume excessivo de comida

Corpo estranho
– Ingestão de brinquedos e outros objetos que se alojam no estômago

Stress
– Por ser mais dependente do homem, o cão se estressa quando fica só
– Se o dono não impõe comando, o cachorro pode entrar em disputa com ele

Remédios
– Uso de antiinflamatórios e corticóides
– Administração de medicamentos usados pelos donos, sem aval veterinário

Outros
– Problemas no esôfago
– Insuficiência hepática e renal
– Alergia a tipos específicos de alimentos
– Infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. Pylori) ou por vírus

Outra maneira de perceber a gastrite é por meio do comportamento do animal. Bichos amuados, arqueados (pela dor abdominal) ou com distúrbio alimentar são suspeitos. “É muito frequente o animal com problema gástrico ter distúrbio alimentar. Ou ele não come ou come e depois vomita. Ou, ainda, passa a querer coisas que não costumava consumir, mesmo não alimentos”, afirma Mano. Sinais digestivos, como fezes escuras e com sangue, além de diarréia, também podem indicar avaria no estômago.

Diagnóstico – Os sintomas são os primeiros caracteres lidos pelo veterinário, durante o exame clínico. Um exame laboratorial, contudo, é quase sempre necessário para completar o diagnóstico. Nessa etapa, podem ser realizados um hemograma e um exame de imagem, como ultrassom, raio-x ou endoscopia. O último é o mais indicado, especialmente porque, algumas vezes, o transtorno é causado por um objeto que o animal ingeriu e que se alojou no seu estômago. E que, dependendo do tamanho, pode ser retirado durante a endoscopia. Caso seja grande, exigirá uma intervenção cirúrgica.

O tratamento pode incluir remédios e uma dieta com alimentos pobres em gordura, que facilitem a digestão. “Quando se suspeita de que a gastrite é consequência de alergia a algum tipo de proteína, como a da carne bovina, deve-se substituir o alimento”, diz Camacho, da Unesp. Segundo ele, é “relativamente comum” um animal doméstico desenvolver alergia à proteína da carne de vaca. Uma ração que não traga o ingrediente na receita pode ser uma boa alternativa. Só não se pode, como no caso dos humanos, adotar a auto-medicação – sempre arriscada. Até porque, se não devemos “humanizar” o animal, não podemos repetir com ele os erros que cometemos.

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  • Olá Alexandre
    Parabéns pela matéria!
    É isso aíiiiiiiiiiiii. Tratar o seu peludinho ou mesmo o seu emplumadinho como 1 ser humano pode gerar muitos transtornos em seu pet.
    Não devemos querer transformar 1 natureza animal em 1 natureza humana.Vc não vai querer q.o seu filho de 5 anos se comporte como o seu peludinho, nem tampouco querer q. o seu peludinho se comporte como o seu filho de 5 anos, não é mesmo?
    Tds os animais são como esponjas q. percebem muito as nossas emoções do dia a dia.
    Devemos portanto respeitá-los em sua natureza animal.
    abs