0
Shares
Pinterest Google+

Fazer de sua paixão o seu ganha-pão. Essa foi a ideia da dona de casa Ariane Terra, que adora cachorros e agora lucra alto com a de da spitz-alemão, uma das mais valorizadas do mercado.

Cada filhote custa até R$ 4 mil, segundo a dona. O é tão bom que existem hoje sites especializados para trocar informações sobre os animais e marcar data para o “encontro”.

O , nesse caso, é dividido entre os donos. Quanto mais “puro” o cachorro, mais ele tem valor no mercado. Foi o caso de Ariane. Quando adquiriu a cadela Thammy, ela não sabia que a spitz-alemão era considerada excepcional. “Quando ela deu a primeira cria, no ano passado, vi que podia ganhar dinheiro”, fala.

Neste ano, a pequena Thammy teve mais dois filhotes, à venda por R$ 3 mil o macho e R$ 3,8 mil a fêmea. “Como ela pode engravidar até duas vezes por ano, são quatro filhotes por ano. Com isso arrecado um mínimo de R$ 12 mil anuais.”

Para criar Thammy e o macho Pingo, pai dos filhotes, Ariane, que é casada com um caminhoneiro, gasta cerca de R$ 2 mil por ano em ração, vacinas e veterinário.

Histórias como a de Ariane são cada vez mais comuns e justificam o considerável aumento de mais de 10% ao ano nos registros de cães de raça na CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia). De acordo com a entidade, no ano de 2011 foram registrados 106.769 cachorros. No ano passado, o número subiu para 120.105 (alta de 13%).

Raças pequenas são as mais procuradas
De acordo com a Confederação Brasileira de Cinofilia, atualmente existem 173 raças diferentes registradas no por meio da entidade. As que mais crescem em registros no país são as dos animais de pequeno porte, tidos como cães de companhia.

O mais procurado para novos registros é o shih-tzu, com 21.411 pedigrees emitidos. Na segunda posição está o yorkshire-terrier, com 11,6 mil registros. A terceira posição é dos cães da raça , com 7.095, seguidos pelo buldogue-francês e pelo , ambos com 6.323 registros cada.

O mercado de filhotes fez com que surgissem sites especializados em localizar parceiros ideais para cruzarem com cães de raça.

A página na internet Namoricão (www.namoricao.com.br ) oferece ao proprietário ou ao criador a possibilidade de buscar informações de outros cães também cadastrados, além de proporcionar informações técnicas e médicas fornecidas por clínicas veterinárias conveniadas. Já o site Pet Vale (www.petvale.com.br) oferece o “pet namoro”, um canal para quem procura parceiro para cruzar com sua cadelinha. Os bichos são documentados com pedigree e têm vacinação em dia.

Nota da PetRede
Não incentivemos a criação sem critérios técnicos e entendemos a importância do papel dos criadores sérios e legalmente estabelecidos na melhoria e manutenção das raças.

Anterior

Cachorros protagonizam megaprodução estrelada pelo galã Bruno Gagliasso

Próxima

Funcionária de pet shop corta orelha de gato durante tosa, em Florianópolis

  • Bernardete

    Estou achando estranha essa reportagem. Não sei qual cidade onde mora essa mulher. Até onde sei, no Estado de São Paulo, existe uma lei que proibe criação e comercialização de animais por pessoas que não sejam criadores legalizados. Além disso, essa reportagem incentiva outras pessoas ganharem dinheiro às custas dos animais…

  • suely bischoff machado de oliv

    Olá.Boa tarde.Nota Zero para esta mulher que negocia e lucra com os animais, ou através de crias inumeras destes pobrezinhos.Repudio quem vende animais,estes não são caixas de papelão e sim seres vivos…………….E ela se diz amar os animais?Isto não é amor e sim, oportunismo……………….

    • Há casos e casos D.Suely. Há sim gente que apenas quer lucrar e tirar o que puder dos cães a custa de sua saúde e bem estar, porém há criadores sérios que amam sim e lucram com os cães. No entanto, na maioria dos casos, a venda dos filhotes dá apenas para manter o hobby e não se sustentar com isso. É um hobby caro quando os criadores procuram melhorar o seu plantel buscando pareadores no mercado nacional ou Internacional. No caso de ra’cas grandes por exemplo, esses criadores tem ajudado a diminuir o surgimento de displasia nos cães. Pastores alemães com displasia por exemplo, não podem cruzar para evitar que o gene seja passado adiante. Pessoas que cruzam o cão mesmo sabendo do problema, estes sim estão cometendo uma maldade. O cão deveria ser castrado e cuidado para evitar que sofra com a doença no futuro. Outra coisa é cuidar da cadela para não deixar que ela cruze sempre. Pelo menos a três ninhadas, deixar uma de descanso dependendo da saúde do animal, podendo chegar a uma ninhada sim ou não. É dado para estes cães as melhores vacinas e melhores rações do mercado para que os mesmo possam se desenvolver o melhor possível. A visão dos criadores sérios sempre é excelência na raça que criam. Não vejo problema algum em vender os filhotes desde que você ame os cães que possui e dê a eles o melhor a seu alcance. Não conheço a mulher da matéria e não tenho como julgá-la pois matérias nem sempre expressam toda a realidade, porém conheço criadores sérios e que amam sim seus cães e os fazem muito felizes. É perceptível no temperamento destes cães dos criadores que conheço. O problema claro, é quando matérias assim, atraiam pessoas que apenas querem lucrar, mas não amam os cães que irão criar. Os mesmos dão muito trabalho e pessoas que visam o lucro podem fazer muita bobagem para ganhar dinheiro.