Entenda os problemas da obesidade para a saúde dos gatos

Sempre que um animal se torna mascote de uma família, muita coisa muda na vida de todos. Principalmente do bichinho, que adquire novos hábitos para acompanhar a rotina de seus donos.

Se os moradores da casa são sedentários, a preocupação com a movimentação do bicho de estimação, normalmente, não é prioridade. O problema é que, assim, o pet corre mais risco de ficar acima do peso ideal.

É o que explica Josélio Andrade Moura, vice-presidente da SBMV (Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária), que alerta, ainda, para os riscos de saúde associados à obesidade em felinos.

– O sedentarismo pode resultar em distúrbios variados, como problemas no fígado (devido ao excesso de gordura) e transtornos psíquicos. Gatos domésticos precisam de espaço para se sentir o mais próximo possível de sua natureza.

Por isso, quem resolve ter esse animal como pet deve se preocupar com a inclusão de atividade física na rotina dele.

Cardápio
Outro fator importante é a alimentação. Em liberdade, o gato – carnívoro e acostumado a caçar para sobreviver – consome principalmente proteína. Daniel Ferro, cirurgião veterinário do Centro Odontológico Veterinário, ressalta que, quando o bichano é criado domesticamente, a necessidade de caçar desaparece, e ele já não gasta tanta energia.

Diabetes e distúrbios de tireoide são também comuns em felinos obesos. Bichanos acima do peso envelhecem mais rápido, em virtude de dores crônicas de articulações.

– A grande maioria dos gatos come rações altamente balanceadas, com quantidades de carboidratos e de gorduras que, às vezes, não condizem com o que gastam de energia. Sem falar nos pets que recebem alimentos variados de seus donos, prática que aumenta a chance de desbalanceamento nutricional.

Portanto, é bom ficar de olho na alimentação dos bichanos. A dieta ideal para os gatos domésticos, afirmam os especialistas, deve ser composta basicamente de ração industrializada.

– Atualmente existem no mercado diversas rações. O ideal é ser bastante rigoroso com as quantidades diárias da porção servida para que o animal não se torne obeso. Tratar os animais já com sobrepeso pode ser bem mais difícil. Neste caso, um veterinário especializado deve ser consultado para orientar qual será a ração ideal e associar a prática de exercícios.

Quando a família cresce
A chegada de um novo pet à casa, além de despertar ciúme no bichano veterano, pode fazer com que o mais velho coma a sua refeição e a ração do filhote. O excesso de comida e a qualidade diferenciada da ração dos pequenos, mais calórica e rica em diversos nutrientes, resultam em obesidade.

– É um caso bastante comum, tem mais a ver com o interesse dos animais pela ração nova do que com o ciúme. O gato adulto fica muito interessado pela ração de filhote, que, em geral é mais palatável e tem um aroma bastante atraente. Neste caso, o ideal é oferecer as rações separadamente, deixando-as em cômodos diferentes da casa, e impedindo o acesso do bicho maior ao prato do menor. Quando o filhote passar a comer a ração de adulto, eles poderão voltar a se alimentar juntos.

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