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A dona de casa Judite Ribeiro dos Santos, de 56 anos, não podia imaginar que suas gatas de estimação pudessem ter uma tão forte após a contra . A gata siamesa Nina, de 3 anos, dormiu quase 40 horas depois de ser vacinada na Zona Leste da capital. Sua companheira Lola, de 5 anos, que é vira-lata, acordou um pouco antes.

“Elas tomaram a vacina por volta das 13h de quarta-feira (18) em Artur Alvim. Às 15h, ela dormiu e só acordou nesta sexta-feira (20), às 6h. Eu rezei até para São Francisco para salvar as minhas gatas e todos os animais que tinham tomado essa vacina”, afirmou Judite, que estava aliviada na manhã da sexta. A gata também apresentou respiração ofegante.

O marido de Judite, Erasmo Cícero dos Santos, de 54 anos, disse que entrou em contato pelo telefone com uma . “Ela me disse que mais de dez pessoas já tinham ligado reclamando que os gatos estavam quietos, sem comer e com muita dor. Pelo que relatei, ela disse que era uma reação provocada pela vacina mesmo”, contou.


Na capital paulista, foram diagnosticados 567 casos de nos primeiros dias da vacinação. A campanha começou em 16 de agosto.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foi confirmada a morte de um animal em razão da vacina e outros nove casos estão sendo investigados. A maior parte das reações foi observada em animais de pequeno porte (em torno de 6,5 quilos de peso).

Em 38% dos casos, os animais apresentaram reações consideradas graves como prostração, anorexia, dificuldade respiratória, e hemorragias. Por isso, o estadual suspendeu temporariamente a campanha de vacinação na quinta-feira (19).

“Toda vacina é passível de ter reações. O que nos surpreendeu foi o número e a intensidade das reações”, declarou a médica veterinária Ana Claudia Furlan Mori, gerente do Centro de Controle de Zoonoses do município de São Paulo. “Ainda é prematuro atribuir alguma responsabilidade à vacina, ao ou à aplicação. É temerário fazer qualquer afirmação antes de uma análise clínica e epidemiológica detalhada”, disse. O Instituto Pasteur irá investigar os óbitos e as reações graves, de acordo com a secretaria.

Tipo de vacina
Essa é a primeira vez que a campanha adotou esse tipo de vacina. “Ela produz uma resposta imunológica melhor, porque proporciona uma mais rápida e duradoura. É uma vacina de cultivo celular, isto é, feita em laboratório e não utiliza camundongos. É o mesmo tipo de vacina que é utilizado em particulares”, disse.

A Secretaria do Estado da Saúde afasta riscos para a devido à suspensão temporária da vacinação contra a raiva. A vacinação de seres humanos está garantida e continua em todo o estado. Caso a pessoa seja mordida por um animal suspeito, ela pode procurar atendimento e receberá uma vacina que é diferente da que é aplicada nos animais.

Fonte: G1
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