Porquinho-da-índia emplaca nos pet shops

No século 18, os porquinhos-da-índia eram usados como moeda de troca entre países sul-americanos e a Índia. Quase 200 anos depois, Manuel Bandeira escreveu sobre o animal de estimação que ganhou aos 6 anos: o autor brasileiro dizia que o bicho só queria ficar debaixo do fogão, não fazia caso de suas ternurinhas e, por isso, foi sua “primeira namorada”.

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Agora, o bicho torna-se estrela de cinema, na animação Força G, filme que tirou a mais recente aventura de Harry Potter do topo das bilheterias americanas. As pet shops sacaram logo o potencial, e o porquinho virou figura fácil nas gaiolas das lojas brasileiras.

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“As pessoas preferem animais que não deem muito trabalho e vivam bem em pequenos espaços”, diz a veterinária Karine Raile Rocha, da Cobasi, onde o bicho custa R$ 20. “Esses bichos são lentos, gostam de uma soneca e ficam muito amigos do dono.”

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Os porquinhos da Índia medem cerca de 20 cm, pesam pouco mais de 1 kg e têm cores diversas. O bicho vive de cinco a sete anos e custa, no máximo, R$ 80. Além de rações específicas, sua dieta inclui feno seco, banana, maçã sem casca, laranja, couve, repolho, espinafre, cenoura, pepino, tomate e beterraba. Fontes de vitamina C são essenciais. Já alface e frutas gordurosas, como o abacate, podem causar diarreia. São indicados para crianças, pelo temperamento dócil. Podem viver em apartamento, mas requerem gaiola protegida de sol e vento, e precisam ficar pelo menos uma hora por dia fora dela. Mas devem ser mantidos longe de crianças com problemas respiratórios, já que soltam pelos com frequência.

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E não são porcos, como o nome sugere. Roedores sul-americanos de médio porte, os Cavia porcellus são animais domésticos, não controlados pelo Ibama. “Eles são tímidos e, quando assustados, emitem grunhidos parecidos com os dos porcos”, explica a bióloga Sheila Favela, da Pet Center Marginal. Por isso, não é indicado para casas que já tenham cão ou gato. “O porquinho é muito assustado, a presença de outros animais pode causar estresse.”

Fonte: Revista Época

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