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Há pelo menos 15 meses, habitantes do estão sob a “mira” de um que, estima-se, já matou pelo menos 15 pessoas nesse período. “Não é impossível que certos animais aprendam a caçar humanos”, diz George Burgess, diretor do Programa de Pesquisa de Tubarões na Flórida (EUA). “Grandes felinos podem acabar nos vendo como presas fáceis sob certas circunstâncias”.

Além de naturalmente vulneráveis (quem consegue matar um sem usar uma arma?), os seres humanos têm maior concentração de sal no do que outros animais, o que pode fazer com que certos acabem nos incluindo no “cardápio”. Para que isso aconteça, porém, é preciso que o predador encontre com frequência sua nova presa favorita – o que, dependendo do país, não é tão difícil de acontecer.

“Humanos estão invadindo cada vez mais áreas anteriormente reservadas para a vida selvagem, resultando na destruição do habitat desses animais”, aponta Johnny Rodrigues, presidente da Força Tarefa de Conservação do Zimbábue.

Humanos na mira
Certos animais, quando comem humanos pelo menos uma vez, podem desenvolver um gosto especial pelo nossa carne ou sangue, fazendo-os predarem nossa espécie quase que exclusivamente. Por exemplo, um tigre que encontrar um corpo humano já morto e comê-lo pela facilidade do alimento pode gostar e passar a caçar humanos como presa favorita.

Burgess se recorda de dois casos em que animais (dois tubarões) passaram a caçar humanos. Ambos ocorreram no Egito, que recebia carregamentos de ovelhas levados por navio da Nova Zelândia e da Austrália. “Ovelhas morriam nos navios e eram atiradas ao mar”, explica. “Seus dejetos também eram jogados para fora do navio. Como resultado, havia uma trilha que possivelmente ia da Nova Zelândia ao Mar Vermelho”.

Ao seguir o rastro, os tubarões acabaram chegando em águas rasas, frequentadas por banhistas – que, no lugar das ovelhas, acabaram virando presas.

Em tempos passados, ancestrais dos seres humanos (como os australopitecos) não estavam livres de predadores. Atualmente, embora as cidades modernas ofereçam (a princípio) um ambiente seguro contra animais selvagens, casos como o do Nepal ou do Egito mostram que nem sempre os humanos estão no topo da cadeia alimentar. Burgess lembra que mesmo humanos podem se tornar predadores de gente (como aconteceu com o serial killer Jeffrey Dahmer, que chegou a devorar algumas de suas vítimas).

Autor: Guilherme de Souza
Fonte: HypeScience
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