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Levar cachorro para pode ser um trampo muito rentável e divertido. Como cada vez mais os donos não têm tempo, quem adora bicho e tem horários de folga pode se dar bem. Mas não pense que é tão fácil. É preciso ser cuidadoso e ter muita responsabilidade para se tornar dog walker.

A atividade é recente no , e a maioria faz curso de para se preparar para a tarefa. Outros aprendem com a prática, como Fagner Manoel dos Santos, 18 anos, de Diadema, que durante a semana leva 14 cachorros para passear, em Santo André. “Comecei com um. Aos poucos, ganhei a confiança dos donos, que me indicaram para outras pessoas.”

O garoto descobriu a por acaso, aos 16 anos, enquanto morava com o tio, que era caseiro de uma propriedade em Santo André. Certa vez, o rapaz que passeava com o cachorro da casa foi viajar e a dona pediu para ele substitui-lo. Com o tempo, surgiram outros clientes. “Tinha gente que me parava na rua e perguntava sobre o que fazia. Consegui muito assim.”

petrede-dogwalker

Outro meio de divulgação é em lojas de animais. “Alguns donos me pedem para levar os cães em para tomar banho. Assim ganhei mais contatos e indicações.” Em pouco tempo, ele descobriu que há grande espaço para a atividade.

Rotina apertada
A jornada começa cedo. Às 8h, Fagner já está na casa de Bisteca e Bono para o de uma hora. Pelo caminho, a dupla de golden retriever chama atenção por sua beleza, fazendo com que muitos parem para passar a mão e brincar com eles. O percurso é sempre pelas redondezas de onde moram os clientes. Uma das regras básicas é recolher o cocô que fazem. “Antes achava nojento, mas comecei a pegar porque não pode ficar na rua. Agora ando com sacolinha no bolso.”

Apesar do trabalho parecer simples, é necessário muito cuidado para que nenhum escape nem arrume briga pelo caminho. Também é importante seguir as orientações que recebe. “Alguns me falam para não deixar o animal cheirar o mato nem comer coisas da rua. Há os que pedem para impedir que outros cães se aproximem. Cuido deles como se fossem meus.”

No início, Fagner cobrava R$ 150 por mês. Agora, ganha de R$ 200 a R$ 300, para caminhar por uma hora todos os dias, de segunda a sábado. Apesar de ser rentável e gostar do que faz, ele quer ser jogador de futebol. “Muitos me elogiam, dizem que jogo bem, chegam a me comparar com o Kaká. Enquanto passeio com os cães, vou correr atrás desse sonho.”

Dicas
Não é imprescindível, mas fazer um curso de adestramento ajuda a realizar a tarefa de dog walker. Assim, enquanto leva o cão para passear, é possível ensiná-lo a ser mais obediente e dar orientações sobre conduta. Dessa forma, é mais fácil que o dono confie em você.

Os cursos duram, em média, de três a quatro meses e são oferecidos por escolas de adestramento, clínicas de veterinária e pet shops. Há locais que fornecem diploma e carteira de identidade de adestrador. Mais importante do que o aprendizado, é saber lidar com o animal, transmitindo respeito e confiança.

O adestrador Ailson Alves sempre gostou de bichos, por isso escolheu essa profissão. “Eu vi um colega treinando o cachorro do meu patrão e decidi fazer o curso”, conta. Segundo o profissional, a tarefa traz benefícios também para o adestrador. “Estar com os animais todo dia é uma terapia para mim.” Uma das vantagens é que você pode fazer o seu horário e consegue conciliar suas atividades da escola com essa tarefa e ainda faturar uma grana.

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