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Animais de estimação são sempre boas opções de presente, sobretudo para crianças. Porém, antes de escolher o pet, é importante considerar quais são as necessidades que o animal tem e se a família que irá recebê-lo está realmente preparada.

Além de amor e carinho, os animais precisam de alguns cuidados especiais com , e . Primeiro, avalie quanto custará por mês para manter o bichinho, lembrando que isso se prolongará por muitos anos. Além da ração, o dono terá outras despesas, como banho, tosa, consultas ao veterinário, vacinas obrigatórias, entre outras.

Tempo e dedicação também são fundamentais. “Quem ganha um animal precisa ter espaço físico para recebê-lo e disponibilidade para se dedicar ao treinamento inicial que o pet precisa”, alerta a Dra. Luciana Pellegrino, Veterinária da Área de Marketing Nestlé Purina.

Ela lembra que quando chega ao novo lar, o animal deve ser adestrado para fazer as necessidades no lugar certo ou mesmo aprender quais são as dependências da casa em que ele pode circular, onde está seu alimento, a água e onde dormir. “Isso demanda tempo e dedicação”, completa Luciana.

“Infelizmente, as pessoas ainda adotam ou compram animais de estimação precipitadamente o que na grande maioria das vezes, leva ao nas ruas, por falta de planejamento do quanto teriam de se dedicar ou dos custos financeiros de ter um animalzinho”, alerta a veterinária.

Vale ressaltar que animal não é um brinquedo. Não se pode descartá-lo quando a novidade acabar, portanto é importante conversar com a criança e saber se ela doaria parte da mesada para ajudar com a despesa do pet e quanto tempo se dedicaria para cuidar dele, criando uma rotina para a criança e o senso de responsabilidade. Em muitos casos o abandono é resultado de presentes indesejados, além das viagens no período das férias, Natal, ano novo e carnaval.

Além disso, é importante que se observe o local onde irá adquirir o pet. Com o objetivo de promover a dos animais, foi criada a lei municipal 14.483/07 que regula o comércio de cães e gatos na cidade e proíbe a venda em áreas públicas.

De acordo com a lei, os filhotes devem ser vermifugados, vacinados, castrados e devidamente certificados. O comerciante é obrigado a manter um veterinário responsável pela ninhada, emitir nota fiscal, além de fornecer uma cartilha explicativa sobre a raça que está sendo vendida, assim como dar auxílio ao comprador para socializar o animal.

Segundo Luciana, é essencial ter paciência na hora da compra. ”Não se deve aceitar um pet com menos de 45 dias e sem uma dose de vacina múltipla. Essas são também atitudes responsáveis”, explica.

Avaliar os variados tipos de raça é essencial. Os animais possuem tamanhos e características distintas, portanto, avalie quais as necessidades e possibilidades que se adequam com a rotina e personalidade da família.

Observadas essas dicas, é sempre bom frisar que quem presenteia com um animalzinho está oferecendo um amigo para os momentos bons e ruins, que rendará muitas histórias especiais para a família. Além disso, crianças que convivem com animais de estimação são estimuladas a desenvolver senso de responsabilidade mais cedo, afinal, cuidar de um pet não é fácil, mas muito gratificante!

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